Canadá anuncia que reconhecerá estado palestino em setembro, seguindo França e Reino Unido

O primeiro-ministro canadense, Mark Carney, fala durante uma coletiva de imprensa após uma reunião de gabinete para discutir as negociações comerciais com os EUA e a situação no Oriente Médio, no National Press Theatre em Ottawa, Ontário, Canadá, em 30 de julho de 2025. (Dave Chan/AFP)

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O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, anunciou na quarta-feira que o país reconhecerá um Estado Palestino na Assembleia Geral da ONU em setembro

Essa decisão é um novo golpe diplomático para Israel, que enfrenta críticas internacionais crescentes devido à guerra em Gaza.

Carney explicou que o reconhecimento depende de reformas importantes por parte da Autoridade Palestina, como a realização de eleições em 2026, medidas contra a corrupção e a criação de um Estado Palestino desmilitarizado. Ele reconheceu que essas mudanças são um grande desafio e não acontecerão em curto prazo. Mesmo assim, o Canadá quer apoiar a possibilidade de uma solução de dois Estados (um para Israel e outro para a Palestina).

O Canadá sempre defendeu que só reconheceria um Estado Palestino após negociações de paz com Israel. No entanto, Carney destacou que a crise humanitária em Gaza, incluindo a fome crescente, e outros fatores, como a ameaça do grupo Hamas, a expansão de assentamentos israelenses e uma votação no parlamento de Israel a favor da anexação da Judéia-Samaria, mudaram a posição do país.

Carney criticou o governo israelense, dizendo que ele permitiu uma “catástrofe” em Gaza. Em resposta, o Ministério das Relações Exteriores de Israel rejeitou o anúncio, afirmando que a decisão “recompensa o Hamas” e prejudica as negociações para um cessar-fogo em Gaza e a libertação de reféns. O embaixador de Israel no Canadá, Iddo Moed, disse que o país “não cederá à pressão internacional distorcida” e que reconhecer um Estado Palestino sem um governo responsável legitima a “barbárie do Hamas”.

Por outro lado, o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, elogiou a decisão do Canadá como “histórica” e disse que ela pode promover paz, estabilidade e segurança na região.

O anúncio do Canadá vem após decisões semelhantes de outros países do G7, como França e Reino Unido, que também planejam reconhecer a Palestina em setembro. A insatisfação com a situação humanitária em Gaza tem crescido entre os aliados de Israel. Malta, membro da União Europeia, também anunciou que reconhecerá o Estado Palestino.

O ex-embaixador Emmanuel Nahshon disse que essas declarações são mais simbólicas, mas servem para mostrar desaprovação às ações do governo israelense, tanto em Gaza quanto na Judéia-Samaria, onde colonos extremistas têm recebido liberdade para agir.

O Reino Unido, liderado pelo primeiro-ministro Keir Starmer, anunciou na terça-feira que reconhecerá a Palestina em setembro, a menos que Israel tome medidas concretas para encerrar a guerra e a crise humanitária em Gaza. O premiê Benjamin Netanyahu criticou a decisão, chamando-a de “recompensa ao terrorismo do Hamas”.

Na semana passada, o presidente francês Emmanuel Macron surpreendeu ao anunciar que a França também reconhecerá a Palestina em setembro, sem oferecer a Israel condições para evitar a decisão. Ele tem incentivado outros líderes, como Starmer, a seguirem o mesmo caminho, em meio a preocupações com a fome em Gaza.

No entanto, nem todos os países europeus apoiam o reconhecimento. A Alemanha, aliada próxima de Israel, disse que não planeja reconhecer a Palestina no curto prazo, e a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, considerou a medida “contraproducente”. Países como Noruega, Espanha, Irlanda e Eslovênia já reconheceram a Palestina desde o início do conflito em Gaza, assim como outras nações fora da Europa.

Cerca de 145 países já reconhecem ou planejam reconhecer o Estado Palestino. Nos EUA, o presidente Donald Trump afirmou que não reconhecerá a Palestina, pois isso seria “recompensar o Hamas”. Ele disse que seu foco está em combater a fome em Gaza, com um plano de criar centros de distribuição de alimentos na região, embora detalhes ainda não tenham sido divulgados. Um oficial israelense afirmou não saber de nenhuma iniciativa nesse sentido.

A Casa Branca tem mantido uma postura neutra, sem tentar impedir outros países de reconhecerem a Palestina, enquanto Israel esperava um apoio mais ativo dos EUA contra essas decisões.


Publicado em 31/07/2025 00h19


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Texto adaptado por IA (Grok) do original. Imagens de bibliotecas de imagens ou origem na legenda.


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