
Rabino Yosef Yitzchak Wolff promete fortalecer a comunidade e reconstruir a sinagoga após o local de orações ficar totalmente destruído
Ele destaca um “momento claro” de proteção divina, já que ninguém se feriu.
Uma sinagoga em Kherson, no sul da Ucrânia, foi atingida por um míssil russo na quinta-feira. O prédio sofreu grandes danos, mas ninguém ficou ferido. A informação veio de uma conta nas redes sociais ligada ao movimento hassídico Chabad-Lubavitch.
O rabino da sinagoga, Yosef Yitzchak Wolff, escapou por pouco: ele havia saído minutos antes para colocar uma *mezuzá* (um pequeno rolo com versos da Torá, fixado na porta de casas judaicas) na casa de uma família local.
Fotos compartilhadas no X (antigo Twitter) pelo site Chabad.org mostram o estrago: um buraco enorme no teto e pedaços de concreto espalhados pelo chão do salão de orações. O escritório do rabino também foi danificado.
A missile directly struck the main synagogue in Kherson, Ukraine, causing severe damage to the synagogue and the office of Rabbi Yosef Yitzchak Wolff. He narrowly escaped, having left minutes earlier to affix a mezuzah at a community member's home. pic.twitter.com/9vHr84gvwL
— Chabad.org (@Chabad) October 23, 2025
Kherson é uma cidade que vive combates intensos entre forças ucranianas e russas desde o início da invasão.
O rabino Wolff disse em várias reportagens que o episódio foi um exemplo claro de *hashgachá pratit* – ou seja, uma proteção especial de Deus.
– “As paredes tremeram, e o coração da comunidade, o salão de orações, foi completamente destruído”, contou ele. “Mas nosso ânimo não será abalado. Vamos fortalecer a comunidade e reconstruir a sinagoga para que as orações continuem ecoando ali, se Deus quiser.”
Este não foi o primeiro susto do rabino na guerra, que já dura mais de três anos e meio. Em julho, um drone russo kamikaze (que explode ao atingir o alvo) acertou o carro da família Wolff, amassando a frente do veículo. O rabino, a esposa e a filha de 19 anos saíram ilesos e chamaram o ocorrido de “milagre”.
O ataque em Kherson é o mais recente contra espaços da comunidade judaica na Ucrânia. Na noite anterior, uma sinagoga em Kiev (a capital) foi danificada por um drone russo. Dois meses antes, outra sinagoga histórica em Odessa sofreu estragos graves por causa de um ataque semelhante.
Muitos judeus ucranianos deixaram o país rumo à Europa ou Israel desde o início da guerra. Ainda assim, estima-se que cerca de 32 mil judeus permaneçam na Ucrânia. A maioria dos rabinos que atuam lá pertence ao Chabad. Alguns ajudaram suas famílias a fugir no começo do conflito, mas todos voltaram. Isso segue a filosofia do movimento: os emissários do Chabad se comprometem a ficar nas cidades onde foram enviados, não importa o que aconteça.
Publicado em 24/10/2025 06h52
Texto adaptado por IA (Grok) do original. Imagens de bibliotecas de imagens ou origem na legenda.
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