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O presidente da Síria, Ahmed al-Sharaa, confirmou em entrevista ao *Washington Post* que seu país está conversando diretamente com Israel
Ele acusou os israelenses de quererem expandir território, exigiu a volta das tropas para as fronteiras de antes de 8 de dezembro e disse que o presidente americano Donald Trump apoia a posição síria nas negociações em curso.
Logo após uma visita histórica à Casa Branca, onde se encontrou com Trump, al-Sharaa lembrou que a Síria e Israel lutaram há 50 anos e, em 1974, assinaram um acordo de desengajamento que manteve a paz nas fronteiras por meio século. “Quando o regime de Assad caiu, Israel rompeu esse acordo”, afirmou. “Aumentaram a presença militar aqui, expulsaram a missão de paz da ONU e ocuparam terras novas.”
Desde 8 de dezembro – dia em que o grupo de al-Sharaa, a Frente Nusra, derrubou Bashar al-Assad “, Israel fez mais de mil ataques aéreos na Síria, incluindo o Palácio Presidencial e o Ministério da Defesa. “Mas, como nosso foco é reconstruir o país, não revidamos”, explicou.
Al-Sharaa descartou as justificativas de segurança dadas por Israel. Para ele, o que motiva os ataques é a ambição de tomar mais terras. “Eles sempre falaram em medo do Irã e do Hezbollah, mas fomos nós que tiramos essas forças da Síria”, reforçou.
Mesmo com as tensões, as duas nações negociam diretamente, com apoio dos Estados Unidos e de outros países. “Já avançamos bastante rumo a um acordo”, disse al-Sharaa. “Para fecharmos de vez, Israel precisa voltar às linhas de antes de 8 de dezembro.” Ele revelou ainda que Trump concorda com essa visão e vai acelerar o processo.
Perguntado se aceitaria desmilitarizar a região ao sul de Damasco, o presidente rejeitou a ideia. “Desmilitarizar uma área inteira é complicado. Se houver bagunça, quem protege? E se alguém usar essa zona para atacar Israel, de quem será a culpa””, questionou. “É território sírio, e a Síria precisa ter liberdade para cuidar do que é seu.”
Em entrevista à *Fox News* exibida na segunda-feira, al-Sharaa foi cauteloso sobre a possibilidade de a Síria entrar nos Acordos de Abraão. Não confirmou se reconheceria o direito de Israel existir e disse apenas: “Temos fronteira com Israel, que ocupa as Colinas do Golã desde 1967. Não vamos negociar isso agora. Talvez, com a ajuda do governo Trump, cheguemos a esse ponto.”
Em setembro, ainda em Damasco, al-Sharaa havia dito a jornalistas que as conversas sobre um pacto de segurança com Israel poderiam dar resultados “em poucos dias”. Se o pacto der certo, pode abrir portas para outros acordos, mas normalização ou tratado de paz com Israel não estão na mesa no momento.
Publicado em 12/11/2025 04h09
Texto adaptado por IA (Grok) do original. Imagens de bibliotecas de imagens ou origem na legenda.
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