
doi.org/10.1086/737400
Credibilidade: 989
#Jerusalém
Há cerca de 2.700 anos, durante o reinado do rei assírio Senaqueribe, foi criada uma impressionante gravura em baixo-relevo no palácio dele, em Nínive, na atual Mosul, no Iraque. Essa peça fazia parte da decoração da sala do trono e mostrava uma cidade majestosa cercada por muralhas elaboradas, com torres e uma construção imponente no centro.
Recentemente, um pesquisador identificou que essa imagem pode representar Jerusalém – o que a tornaria a representação mais antiga conhecida da cidade, cerca de 1.200 anos mais velha que o famoso mapa de Madaba, do século VI.
A gravura em questão, chamada de laje 28, integrava uma sequência de painéis que narravam as conquistas militares de Senaqueribe em sua terceira campanha, por volta de 701 a.C. Nela, via-se uma muralha com torres corbeladas – um estilo arquitetônico típico do Reino de Judá, semelhante ao que aparece em outras gravuras assírias da conquista de Laquis e possivelmente de Gate. Havia um amplo espaço vazio entre a muralha e o edifício principal, interpretado como o fosso seco que separava o Monte do Templo da Cidade de Davi. No topo da muralha, uma única figura segurava um objeto, possivelmente um estandarte real, sugerindo que se tratava do rei Ezequias, de Judá. Diferente das cenas habituais assírias, que mostram saques, incêndios e prisioneiros, ali não havia destruição nem defensores lutando – apenas a figura solitária, o que combina com os relatos históricos e bíblicos de que Senaqueribe cercou Jerusalém, mas não a conquistou nem a saqueou, deixando-a intacta após aprisionar Ezequias “como um pássaro em uma gaiola”.
O pesquisador Stephen Compton, da Universidade da África do Sul, publicou essa análise em outubro no Journal of Near Eastern Studies, baseando-se em fotografias antigas (uma de 1990) e desenhos do século XIX feitos pelo arqueólogo britânico Austen Henry Layard, já que a peça original foi destruída. Em 2014 e 2015, o Estado Islâmico (ISIS) invadiu a região e destruiu sistematicamente o patrimônio pré-islâmico de Nínive para apagar identidades culturais antigas. A sala do trono virou escombros, e a laje 28 foi esmagada junto com muitas outras. Apesar disso, equipes alemãs, lideradas pelo assiriólogo Stefan Maul, da Universidade de Heidelberg, recuperaram milhares de fragmentos desde 2017, limpando, catalogando e armazenando-os para uma futura reconstrução – um trabalho que ainda levará anos.







Embora a identificação como Jerusalém seja convincente para Compton, pois encaixa na sequência das conquistas (Fenícia, Filístia e Judá) e nas descrições bíblicas e assírias, nem todos os especialistas concordam. Alguns, como o professor Dan”el Kahn, da Universidade de Haifa, acreditam que a cena mostra Ekron ou outra cidade da planície, ligada à batalha de Elteque, e não Jerusalém, por causa do terreno plano representado. Outros consideram os argumentos interessantes, mas não totalmente persuasivos.
Mesmo destruída, a gravura sobrevive graças aos registros antigos e continua a despertar debates. Ela une as narrativas assírias e bíblicas de um episódio marcante da história, mostrando Jerusalém em um momento de cerco, mas preservada – uma imagem única que pode ser a mais antiga visão da cidade santa que chegou até nós.
A mais antiga imagem conhecida de Jerusalém: Uma gravura de 2.700 anos destruída pelo Estado Islâmico#Jerusalém
– Israel Agora e Sempre (@AgoraIsrael) January 27, 2026
Há cerca de 2.700 anos, durante o reinado do rei assírio Senaqueribe, foi criada uma impressionante gravura em baixo-relevo no palácio dele, em Nínive, no Iraque. pic.twitter.com/5EcHLDEWe9
Publicado em 27/01/2026 09h11
Texto adaptado por IA (Grok) do original. Imagens de bibliotecas de imagens ou origem na legenda.
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