Irã ameaça atacar o coração de Tel Aviv em caso de ataque dos Estados Unidos

O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Ali Shamkhani, em entrevista, outubro de 2025 (captura de tela do YouTube).

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O Irã emitiu fortes alertas contra os Estados Unidos, afirmando que qualquer ataque militar americano, mesmo que limitado, será interpretado como o início de uma guerra

Em resposta, o país promete reagir de forma imediata, abrangente e sem precedentes.

Ali Shamkhani, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional iraniano e importante conselheiro do líder supremo, declarou que uma ação dos Estados Unidos, independentemente de sua escala, levaria a uma retaliação direcionada ao agressor, ao coração de Tel Aviv e a todos que apoiarem o ataque. Outros oficiais reforçaram a mensagem: o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, disse que as Forças Armadas iranianas estão preparadas, com os dedos no gatilho, para responder de maneira imediata e poderosa a qualquer agressão contra o território, o espaço aéreo ou as águas do país. Já o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, Habibollah Sayyari, advertiu os Estados Unidos contra qualquer “erro de cálculo”, afirmando que eles também sofreriam danos.

As declarações surgem em um momento de grande tensão na região. Elas respondem a sinais de que os Estados Unidos estariam se preparando para uma possível ação militar contra o Irã, incluindo a presença de um grupo naval americano no Oriente Médio. O presidente Donald Trump publicou mensagens alertando que o tempo está se esgotando para um acordo nuclear e que o próximo ataque seria muito mais severo que ações anteriores, como os bombardeios a instalações nucleares iranianas no ano passado.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, participa de uma coletiva de imprensa conjunta com seu homólogo iraquiano, Fuad Hussein, em Teerã, Irã, em 18 de janeiro de 2026. (ATTA KENARE / AFP)

Ao mesmo tempo, autoridades iranianas afirmam estar abertas a negociações para um acordo nuclear justo, que reconheça o direito do país à tecnologia nuclear pacífica e exclua armas nucleares, mas sempre em condições de igualdade, sem ameaças ou coerção. O ministro Araghchi negou contatos recentes diretos com enviados americanos e destacou que a diplomacia baseada em intimidação não funciona.

O contexto inclui ainda a repressão a protestos antigoverno dentro do Irã, que começaram no final de dezembro de 2025 e se intensificaram no início de janeiro de 2026, resultando em milhares de mortes e prisões, além de um apagão quase total da internet no país. Líderes de outras nações, como Alemanha, Turquia, Arábia Saudita, Catar e Egito, têm feito apelos por desescalada e diálogo, enquanto o regime iraniano enfrenta pressões internas e externas crescentes.


Publicado em 28/01/2026 22h33


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Texto adaptado por IA (Grok) do original. Imagens de bibliotecas de imagens ou origem na legenda.


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