A desmilitarização como desafio principal no plano de paz para Gaza

Terroristas em Gaza observam a transferência para Israel dos corpos de quatro reféns assassinados pelo Hamas, em 20 de fevereiro de 2025. Crédito: Abed Rahim Khatib/Flash90.

#Hamas 

O Departamento de Estado dos Estados Unidos afirmou que a desmilitarização do Hamas continua sendo o principal obstáculo para colocar em prática o plano de paz americano para a Faixa de Gaza

Essa posição foi divulgada em resposta a informações de que o grupo estaria tentando incluir cerca de 10 mil de seus membros em um novo órgão de administração apoiado pelos EUA.

De acordo com um porta-voz do departamento, o Hamas precisa se desmilitarizar, como havia concordado ao aceitar o chamado Plano de 20 Pontos. As conversas sobre como avançar nesse ponto estão em andamento, e os Estados Unidos esperam conseguir superar essa dificuldade. A desmilitarização, segundo a explicação oficial, significa que o Hamas não pode mais representar uma ameaça nem a Israel nem à própria população de Gaza.

Relatos recentes indicam que muitos operativos do grupo já atuam em patrulhas na região, enquanto o Hamas tenta manter ou recuperar influência em áreas sob seu controle. Por outro lado, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, tem reforçado que o desarmamento completo é essencial: isso inclui recolher todas as armas que ainda estão com os combatentes restantes e destruir os túneis usados pelo grupo. Ele destaca que, enquanto o Hamas permanecer armado, nenhuma alternativa civil poderá funcionar de verdade em Gaza, pois as armas servem tanto para atacar Israel quanto para controlar e intimidar os próprios palestinos.

Netanyahu também deixou claro que não haverá reconstrução na Faixa de Gaza antes de concluir o desarmamento e a desmilitarização total. Ele rejeita ideias como a entrada de forças de outros países ou a criação imediata de um Estado palestino na região, afirmando que a próxima etapa do plano é focada exatamente nessa remoção de capacidade militar, e que isso ocorrerá, seja de forma negociada ou não.

Do lado do Hamas, líderes do grupo têm resistido publicamente a essas exigências, defendendo que manter armas é um direito de resistência e proteção do povo palestino.

Em resumo, embora o plano americano preveja uma transição para uma administração técnica temporária, seguida de reconstrução, tudo depende de superar esse ponto crítico: fazer com que o Hamas deixe de ser uma força armada.


Publicado em 29/01/2026 09h00


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Texto adaptado por IA (Grok) do original. Imagens de bibliotecas de imagens ou origem na legenda.


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