
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, parte nesta terça-feira para os Estados Unidos em uma visita curta, mas de extrema relevância estratégica
Na quarta-feira, ele se reunirá com o presidente americano Donald Trump e com altos membros da administração dos EUA, em um encontro que autoridades israelenses classificam como uma sessão para definir rumos importantes.
O foco principal da conversa será o andamento das negociações em curso entre Estados Unidos e Irã. Além de acompanhar de perto o progresso das discussões, Netanyahu pretende debater cenários alternativos, especialmente o que pode ocorrer se as conversas fracassarem – incluindo a possibilidade concreta de uma ação militar por parte dos Estados Unidos.
Netanyahu viajará acompanhado de seu secretário militar, o major-general Roman Gofman, e do chefe interino do Conselho de Segurança Nacional, Gil Reich.
Do lado americano, o vice-presidente JD Vance declarou recentemente, durante uma visita à Armênia, que ainda não foram estabelecidas linhas vermelhas nas negociações com o Irã. Segundo ele, será o próprio Trump quem definirá essas linhas, se necessário, pois o presidente busca um acordo amplo, abrangente e verdadeiramente significativo. Vance destacou que um entendimento com o Irã traria benefícios para todas as partes envolvidas.
As negociações entre EUA e Irã estão em um momento delicado. Na sexta-feira passada, em Omã, ocorreu o primeiro encontro entre enviados de Trump – Steve Witkoff e Jared Kushner – e o chanceler iraniano Abbas Araghchi, junto com outros altos oficiais iranianos, incluindo o almirante Brad Cooper, chefe do Comando Central dos EUA. O encontro foi considerado positivo, mas concentrou-se principalmente em como as conversas seriam conduzidas, e não nos temas centrais do programa nuclear e outros pontos críticos. Autoridades americanas agora esperam que a delegação iraniana chegue à próxima rodada com propostas concretas e substanciais. Ainda não há data marcada para esse novo encontro, e tudo indica que ele só será agendado após a reunião entre Trump e Netanyahu.
Enquanto isso, o Irã tem adotado uma postura mais dura. Mohammad Eslami, chefe da Organização de Energia Atômica iraniana, afirmou que o país pode concordar em diluir seu estoque de urânio enriquecido a 60% em troca da remoção total de todas as sanções impostas. Além disso, Ali Larijani, conselheiro do líder supremo Ali Khamenei, deve chegar a Omã nesta terça-feira para dar continuidade às discussões sobre um possível acordo.
Por precaução, os Estados Unidos emitiram um alerta recomendando que navios com bandeira americana mantenham a maior distância possível das águas territoriais iranianas ao atravessarem o Estreito de Ormuz, devido ao risco de provocações por parte de Teerã.
Publicado em 09/02/2026 23h03
Texto adaptado por IA (Grok) do original. Imagens de bibliotecas de imagens ou origem na legenda.
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