O Irã ataca Israel e países do Golfo enquanto a guerra entra no 12º dia

Rastros deixados após a ativação das defesas aéreas contra disparos de mísseis do Irã, vistos sobre Jerusalém, em 12 de março de 2026 (Yonatan Sindel/Flash90)

#Irã 

O conflito entre Irã, Israel e Estados Unidos completou seu 12º dia com intensa atividade militar

Desde a madrugada, o Irã lançou sua quarta salva de mísseis balísticos contra Israel, sem causar feridos. Os sistemas de defesa israelenses interceptaram o projétil, mas sirenes tocaram em áreas de Jerusalém, no sul do país e na Judeia-Samaria. Foi o quarto ataque desse tipo apenas desde a meia-noite, somando-se a outros três durante a noite que também não deixaram vítimas, pois os mísseis foram interceptados ou caíram em áreas abertas.

O Irã ampliou sua campanha de retaliação para além de Israel, mirando alvos no Golfo Pérsico. Drones iranianos atingiram o aeroporto internacional do Kuwait, causando apenas danos materiais, sem feridos, segundo as autoridades de aviação civil do país. Pouco depois, outro ataque iraniano incendiou tanques de combustível na província de Muharraq, no Bahrein. O Ministério do Interior local orientou moradores de três regiões a ficarem em casa, fecharem janelas e selarem aberturas de ventilação por causa da fumaça das chamas.

Na mesma linha de perturbar o comércio global de energia, dois petroleiros foram atacados perto da costa do Iraque, a cerca de 50 km. O incidente deixou pelo menos um tripulante indiano morto, número indeterminado de desaparecidos e 38 resgatados – entre eles, 15 indianos evacuados. Imagens mostram os navios em chamas. O governo iraquiano classificou o episódio como sabotagem. O Estreito de Ormuz, por onde passa grande parte do petróleo mundial, permaneceu praticamente fechado para petroleiros, já que o Irã prometeu impedir qualquer exportação de óleo do Golfo enquanto durar a guerra.

Imagens adicionais dos dois petroleiros atingidos pelo Irã no norte do Golfo Pérsico esta noite, ambos supostamente carregados com petróleo iraquiano. Os petroleiros foram completamente consumidos pelas chamas e estão vazando petróleo em chamas.

Do lado americano e israelense, o Comando Central dos EUA divulgou imagens de ataques que destruíram vários aviões iranianos no aeroporto de Kerman, no sul do Irã. Entre eles estavam um C-130 Hercules e um P-3 Orion, todos modelos fornecidos pelos EUA antes da Revolução Islâmica de 1979, além de um Il-76, russo. A nota oficial destacou: “O regime iraniano perde capacidade aérea dia após dia. As forças americanas não estão apenas se defendendo – estamos desmantelando essas ameaças de forma metódica”.

Explosões também foram ouvidas no centro de Dubai, com relatos de uma forte detonação e fumaça subindo sobre um bairro residencial, integrando a mesma onda de ações iranianas no Golfo.

Em Israel, o Ministério da Saúde informou que, nas últimas 24 horas, 179 pessoas deram entrada em hospitais por causas relacionadas à guerra com o Irã – civis e militares. Quatro estavam em estado moderado, 157 em bom estado e 18 foram atendidos por crises de ansiedade. A maioria dos casos parece ter ocorrido durante correria para abrigos, e não por impactos diretos. Desde o início do conflito, em 28 de fevereiro, já foram 2.745 internações, com 85 pacientes ainda hospitalizados (11 graves, 10 moderados e 64 em bom estado).

O regime iraniano está perdendo capacidade aérea a cada dia. As forças americanas não estão apenas se defendendo das ameaças iranianas, estamos as desmantelando metodicamente.

No plano político interno, fontes do Likud explicaram que os partidos ultraortodoxos Shas e Judaísmo da Torá não protestaram contra a decisão do governo de arquivar o projeto de lei que isentava estudantes de yeshivá do serviço militar. Eles entenderam que a proposta não passaria e preferiram priorizar demandas orçamentárias. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e o ministro das Finanças Bezalel Smotrich anunciaram a suspensão da lei para acelerar a aprovação do orçamento de 2026, necessário para cobrir os custos da guerra. Horas antes, o governo liberou mais de 5 bilhões de shekels (cerca de 1,6 bilhão de dólares) em verbas discricionárias para instituições haredi, assentamentos na Judeia-Samaria e outras prioridades da coalizão, o que gerou críticas da oposição.

Um episódio isolado e sem relação com o conflito foi a prisão de um jovem de 23 anos, morador do assentamento Bat Ayin, na Judeia-Samaria, suspeito de incendiar equipamentos de um parquinho no Parque Sacher, em Jerusalém, causando grandes danos. Ele foi capturado enquanto fugia, com um isqueiro e as mãos sujas de fuligem.

O dia reflete uma escalada regional grave, com o Irã atacando por meio de mísseis, drones e sabotagens energéticas, enquanto Israel e EUA continuam a enfraquecer capacidades militares iranianas. A situação segue tensa e em rápida evolução.


Publicado em 12/03/2026 10h45


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Texto adaptado por IA (Grok) do original. Imagens de bibliotecas de imagens ou origem na legenda.


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