
O Conselho Municipal de Nova York aprovou, nesta quinta-feira (26 de março de 2026), um conjunto de leis para combater o aumento do antissemitismo e de crimes de ódio na cidade
Entre as medidas principais estão a criação de zonas de proteção (buffer zones) ao redor de casas de culto e escolas, com o objetivo de garantir que as pessoas possam entrar e sair desses locais com segurança, sem serem intimidadas ou impedidas por protestos agressivos.
As novas regras autorizam a polícia de Nova York (NYPD) a estabelecer perímetros de proteção nas entradas de sinagogas, escolas religiosas e outras instituições de ensino. Dentro dessas zonas, fica proibido qualquer comportamento que bloqueie o acesso ou crie um ambiente de intimidação e assédio. A ideia é proteger o direito constitucional de culto e de educação, sem impedir o direito de manifestação pacífica.
A medida responde ao forte crescimento de incidentes antissemitas na cidade – que chegaram a aumentar 182% em janeiro – e a uma série de protestos que, segundo autoridades e líderes judeus, muitas vezes ultrapassam o limite da liberdade de expressão e se transformam em hostilidade dirigida contra comunidades religiosas.
A presidente do Conselho, Julie Menin, primeira judia a ocupar o cargo, defendeu a iniciativa: “O aumento de atos de ódio na cidade é absolutamente repugnante e precisamos fazer algo a respeito”. Ela destacou que a lei foi elaborada com cuidado para equilibrar segurança pública e direitos de expressão, promovendo transparência e diálogo com a comunidade na atuação da polícia.
Líderes judeus celebraram a aprovação. Eles argumentam que frequentadores de sinagogas e escolas não deveriam precisar passar por um “corredor de intimidação? só para rezar ou estudar. Um deles lembrou que o direito à liberdade religiosa significa poder entrar em um local de culto em paz, sem medo.
Nem todos concordaram. Alguns vereadores votaram contra a lei específica para escolas, preocupados com possíveis impactos sobre protestos estudantis. Grupos de esquerda e de defesa das liberdades civis criticaram a medida, dizendo que ela poderia restringir o direito de protestar. O prefeito Zohran Mamdani ainda pode vetar uma das propostas.
Mesmo com divergências, a maioria dos vereadores considerou que a proteção física de locais sensíveis, como escolas e casas de culto, é necessária diante da realidade atual de ameaças e atos de ódio que vêm crescendo na cidade. A expectativa é que as novas regras ajudem a manter esses espaços seguros para todos, independentemente da fé ou origem.
Publicado em 27/03/2026 00h58
Texto adaptado por IA (Grok) do original. Imagens de bibliotecas de imagens ou origem na legenda.
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