
Diferente de Israel, muitos dos aliados da América na OTAN não se comportam como parceiros reais
A renúncia moral da Europa na luta contra o regime terrorista islâmico do Irã revela uma verdade surpreendente: neste momento, tanto Washington quanto Jerusalém têm apenas um aliado confiável – um ao outro.
Israel sempre soube que sua maior dependência diplomática e de segurança recai sobre os Estados Unidos. É o único aliado de verdade em quem pode contar plenamente. No entanto, agora, na sexta semana de confronto com o Irã, fica evidente que o mesmo vale para os EUA. O país mantém alianças formais com dezenas de nações, incluindo os outros 31 membros da OTAN. Mas, quando a situação aperta de verdade, o único parceiro realmente confiável dos americanos é Israel – justamente o país com o qual não existe um tratado formal de aliança.
Críticos do presidente Donald Trump culpam sua postura firme e confrontadora em relação aos aliados europeus, especialmente o Reino Unido, França e Espanha. Eles dizem que Trump iniciou uma “guerra de escolha? desnecessária e cara, da qual os europeus fazem bem em ficar de fora. Além disso, atribuem a hesitação – ou até oposição aberta – da OTAN ao estilo agressivo de Trump, que cobra contribuições mais substanciais para a própria defesa (financiada por décadas pelos contribuintes americanos) e ameaça consequências sérias caso eles se recusem. Alguns chegam a comparar exigências americanas, como a possibilidade de os EUA assumirem o controle da Groenlândia na Dinamarca, à invasão russa da Ucrânia.
Na verdade, o problema não é Trump, mas a própria OTAN. A aliança foi essencial para conter a expansão soviética após a Segunda Guerra Mundial e manteve a dissuasão contra a Rússia por quatro décadas, até o colapso do império comunista. Desde o fim da Guerra Fria, porém, a OTAN luta para se manter relevante. A maior parte dos países da Europa Ocidental não só tem forças armadas fracas, incapazes de compartilhar de forma significativa a defesa do Ocidente, como também demonstra pouca vontade real de agir como aliados.
Os únicos membros da OTAN que realmente se comportam como parceiros estão no Leste Europeu, mas são pequenos demais para fazer diferença em um conflito com o Irã. Todos os presidentes americanos dos últimos 30 anos tentaram convencer os europeus a investir mais em defesa, mas sem resultados práticos. A abordagem suave, só com incentivos e sem pressão, permitiu que eles economizassem recursos, enriquecessem e, ao mesmo tempo, ficassem dependentes da proteção americana – como ficou claro quando a Rússia invadiu a Ucrânia em 2022.
?Trump: “A Coreia do Sul não nos ajudou. A Austrália não nos ajudou. O Japão não nos ajudou.
– Vox Liberdade – (@VoxLiberdade) April 6, 2026
Temos 50.000 soldados no Japão e 45.000 na Coreia do Sul para protegê-los de Kim Jong-un, com quem me dou muito bem.” pic.twitter.com/NjrM4TivKi
Temos 50.000 soldados no Japão e 45.000 na Coreia do Sul para protegê-los de Kim Jong-un, com quem me dou muito bem.”
O problema vai além do dinheiro. Os europeus ocidentais temem o autoritarismo de Vladimir Putin e sua vontade de reconstruir o antigo império, mas não demonstram o mesmo interesse em conter a ameaça iraniana – seu terrorismo, mísseis e ambições nucleares. O regime dos aiatolás em Teerã se considera em guerra contra todo o Ocidente, não apenas contra os Estados Unidos (“Grande Satã”) e Israel (“Pequeno Satã”). Seus terroristas e mísseis já provaram que podem alcançar capitais europeias, mas governos de Londres, Paris, Madri e Roma agem como se a tarefa de eliminar esse perigo fosse de responsabilidade alheia.
Em vez de confrontar o Irã, muitos preferem apaziguá-lo para continuar fazendo negócios. Influenciados também pelo medo de eleitores muçulmanos imigrantes e por um antissemitismo crescente em suas sociedades, esses líderes se posicionam como meros espectadores em um conflito que veem como preocupação exclusiva de Israel e dos EUA.
Essa postura não surgiu com Trump. Ela vem de décadas de relutância em defender o Ocidente contra o islamismo militante e de uma hostilidade cada vez mais aberta a Israel. No fundo, muitos desses aliados europeus torcem, como alguns críticos internos de Trump, para que os EUA e Israel fracassem – simplesmente porque isso enfraqueceria o presidente americano e o primeiro-ministro israelense.
Assim, enquanto Israel demonstra ser um parceiro leal e capaz, muitos membros da OTAN revelam-se aliados apenas no nome. Em tempos de crise real, a relação mais sólida e confiável continua sendo aquela entre Washington e Jerusalém – sem necessidade de tratados formais.
Publicado em 07/04/2026 06h30
Texto adaptado por IA (Grok) do original. Imagens de bibliotecas de imagens ou origem na legenda.
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