
O governo de Israel aprovou formalmente a criação de 34 novos assentamentos na Judeia-Samaria (Judéia-Samaria), em uma decisão tomada pelo gabinete de segurança em uma reunião reservada há cerca de duas semanas
Esse é o maior número de assentamentos autorizados de uma só vez por qualquer governo israelense na história recente. Com isso, o total de aprovações desde que o atual governo assumiu, em 2022, chega a 103.
A medida inclui tanto a construção de novos povoamentos quanto a regularização de postos avançados que eram considerados ilegais até então. Muitos desses assentamentos ficam em áreas isoladas do norte da Judeia-Samaria, em meio a centros populacionais palestinos, mas dentro da Área C, onde Israel tem controle total. O objetivo declarado é aumentar de forma significativa a presença israelense na região, facilitando e acelerando os processos de aprovação por meio da Administração Civil.
Além disso, o governo está agilizando a instalação de infraestrutura básica, como água e eletricidade, para esses novos locais – e até mesmo para assentamentos já aprovados antes. O ministro da Energia, Eli Cohen, chamou a decisão de “histórica? e afirmou que garantirá que as novas casas tenham luz e água corrente, aplicando a soberania “na lei e na prática”. Yossi Dagan, líder do Conselho Regional de Samaria, destacou que o plano faz parte de uma visão maior para levar um milhão de israelenses para a região de Samaria até 2050.
Essa expansão representa uma mudança expressiva: entre os Acordos de Oslo, em 1993, e o início do atual governo, apenas seis novos assentamentos haviam sido formalmente aprovados em 30 anos. Agora, o número de assentamentos autorizados pode chegar a 235 se todos os planos forem adiante.
Durante a reunião, o chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel, Eyal Zamir, manifestou preocupação de que a criação desses assentamentos possa sobrecarregar ainda mais o Exército, que precisaria fornecer proteção adicional.
Grupos israelenses contrários aos assentamentos, como o Peace Now, criticaram a decisão, argumentando que ela prejudica a segurança, aumenta a carga sobre as forças armadas e dificulta qualquer possibilidade de resolver o conflito. Outras organizações, como a Yesh Din, acusaram o governo de avançar com um plano que, segundo elas, leva a um isolamento de comunidades palestinas.
A aprovação ocorreu sem anúncio público inicial e foi revelada pela imprensa israelense. A medida reforça a política do governo de fortalecer o controle israelense sobre a Judeia-Samaria, em um momento de tensões regionais.
Publicado em 10/04/2026 08h57
Texto adaptado por IA (Grok) do original. Imagens de bibliotecas de imagens ou origem na legenda.
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