
doi.org/10.1080/00310328.2025.2589646
Credibilidade: 989
#Judá
Arqueólogos da Universidade de Tel Aviv fizeram uma descoberta impressionante e comovente em Tel Azekah, um antigo sítio a cerca de 30 quilômetros a sudoeste de Jerusalém, na região das Terras Baixas de Judá
Eles encontraram, dentro de um reservatório de água abandonado, os restos de dezenas de bebês e crianças pequenas que viveram há aproximadamente 2.500 anos.
O local continha entre 68 e 89 indivíduos, sendo que a grande maioria – cerca de 90% – tinha menos de cinco anos de idade e 70% tinham menos de dois anos. Esses ossos foram depositados ao longo de quase 100 anos, durante o período persa inicial, entre os séculos VI e V a.C., numa época em que Azekah era uma cidade judaica que continuou habitada mesmo após a destruição do Primeiro Templo pelos babilônios, em 586 a.C.
O reservatório, construído muito antes, havia sido usado para armazenar água e depois abandonado por algumas décadas. Em vez de ser limpo e reutilizado como cisterna, ele se transformou num local coletivo para o depósito desses corpos. Os ossos estavam misturados, sem esqueletos completos, o que é comum em crianças pequenas por causa da fragilidade dos ossos nessa idade. Não havia sinais de violência, doença específica ou sacrifício humano – os corpos não foram queimados nem colocados em jarros, como ocorria em rituais de outras culturas da região.
Essa descoberta ajuda a resolver um enigma que intrigava os arqueólogos há muito tempo. Nos cemitérios da época do Ferro e do período persa em Israel, quase nunca apareciam restos de bebês ou crianças muito pequenas. Agora, entende-se melhor o motivo: na sociedade judaica antiga, as crianças que ainda não tinham sido desmamadas – o que geralmente acontecia por volta dos dois ou três anos – talvez não fossem consideradas plenamente “pessoas? com direito a um túmulo individual. Elas eram enterradas de forma coletiva em locais como esse reservatório. Isso não significa que os pais não amassem os filhos. A mortalidade infantil era muito alta na Antiguidade, e era comum que quatro ou cinco em cada sete crianças morressem antes dos quatro anos de idade. As famílias continuavam a demonstrar afeto, como mostram as histórias bíblicas, como a de Samuel, que ficou com a mãe até ser desmamado.
O professor Oded Lipschits, que lidera as escavações, contou que a equipe escavou com extremo cuidado, recolhendo cada pedacinho de osso e documentando tudo em detalhes, mas demorou anos até ter coragem de investigar profundamente o que haviam encontrado. A bióloga Hila May, responsável pela análise dos ossos, destacou que nunca havia visto tantos corpos reunidos num só lugar. Agora, análises de DNA estão em andamento para descobrir mais sobre a origem, o gênero e possíveis relações familiares dessas crianças.
Essa é a primeira sepultura coletiva de bebês desse tipo encontrada em Israel. Ela lança luz sobre os costumes, as crenças e a vida cotidiana dos judeus que permaneceram na terra de Judá após o exílio babilônico. Mostra também como as sociedades antigas lidavam com a dura realidade da morte precoce, sem diminuir o valor emocional que os pais davam aos seus pequenos.
A pesquisa foi publicada no mês de março de 2026 na revista “Palestine Exploration Quarterly” e abre novas portas para entender melhor o mundo bíblico por meio da arqueologia.
Publicado em 12/04/2026 04h11
Texto adaptado por IA (Grok) do original. Imagens de bibliotecas de imagens ou origem na legenda.
Artigo original:
Estudo original:

