Forças israelenses capturam cume estratégico no Líbano em incursão mais profunda desde 2000

Soldados das Forças de Defesa de Israel capturam o Castelo de Beaufort no sul do Líbano, em maio de 2026. Crédito: Unidade de Porta-Vozes das Forças de Defesa de Israel.

#Hezbollah 

As Forças de Defesa de Israel (IDF) anunciaram a captura de uma importante cordilheira montanhosa no sul do Líbano, marcando a incursão terrestre mais profunda no país desde o ano 2000

Essa ação representa um avanço significativo nas operações militares destinadas protegendo as comunidades israelenses próximas à fronteira.

De acordo com o comunicado do Exército israelense, as tropas tomaram o controle do Castelo de Beaufort, uma posição estratégica localizada perto da cidade de Nabatieh. Esse local fica a apenas cerca de cinco quilômetros (três milhas) de Nabatieh, um importante centro urbano considerado um reduto do Hezbollah. A operação faz parte de um esforço maior para eliminar ameaças diretas às localidades da região da Galiléia, incluindo Metula.

Nos últimos dias, as forças israelenses cruzaram o rio Litani e avançaram mais para o interior libanês, expandindo suas atividades além das áreas habituais. O foco principal é assumir o controle da Cordilheira de Beaufort e da região de Wadi al-Saluki. Segundo a IDF, o objetivo é destruir infraestruturas terroristas importantes que foram construídas na área com apoio iraniano. Essas estruturas eram usadas para lançar centenas de foguetes contra civis israelenses e contra as próprias tropas que operam no sul do Líbano.

O Hezbollah, grupo armado apoiado pelo Irã, retomou ataques com foguetes e drones contra Israel no início de março, após o assassinato do líder supremo iraniano Ali Khamenei durante as fases iniciais da Operação Leão Rugidor. Em resposta, Israel intensificou sua campanha aérea contra alvos do Hezbollah e ampliou as operações terrestres no sul do Líbano para impedir novos ataques transfronteiriços. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu acusou o Hezbollah de romper o frágil cessar-fogo que havia sido prorrogado, afirmando que Israel continuará agindo com vigor para garantir a segurança de seus cidadãos, soldados e comunidades.

44 anos após a Batalha Heroica pelo Beaufort, e no Dia de Memória aos Caídos da Guerra pela Paz da Galileia, entre eles os soldados de Golani que tombaram na Batalha pelo Beaufort – os combatentes das IDF e à frente a Brigada Golani, retornaram ao cume do Beaufort e hastearam novamente sobre ele a bandeira de Israel e a bandeira de Golani.

Essa nova operação é uma das dezenas realizadas nas últimas semanas como parte da campanha contínua contra o grupo terrorista. As autoridades israelenses enfatizam que as ações são defensivas e necessárias para neutralizar o perigo representado por lançadores de foguetes e outras instalações militares escondidas em terrenos elevados, de onde é possível atingir o território israelense com facilidade. O avanço demonstra a determinação de Israel em não permitir que o Hezbollah mantenha posições que ameacem diretamente a população civil.

Especialistas observam que o controle de cumes como o de Beaufort oferece vantagens táticas importantes, pois permite melhor vigilância e dificulta o movimento de militantes. Ao mesmo tempo, a proximidade com Nabatieh sinaliza que as forças israelenses estão dispostas a pressionar o Hezbollah em áreas mais densamente povoadas, onde o grupo costuma operar entre a população civil. Isso aumenta a complexidade da situação, pois exige precisão para evitar danos desnecessários a civis libaneses enquanto se busca destruir capacidades militares inimigas.

O conflito atual reflete anos de tensão na fronteira norte de Israel. Desde o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023 e a subsequente escalada com o Hezbollah, milhares de foguetes foram disparados contra Israel, forçando a evacuação de dezenas de milhares de residentes das áreas fronteiriças. Israel, por sua vez, tem respondido com operações que visam enfraquecer a capacidade ofensiva do Hezbollah e de seus patrocinadores iranianos. A captura dessa cordilheira representa um marco importante nessa campanha, mostrando que as forças israelenses estão dispostas a ir além das medidas defensivas tradicionais quando necessário.

Para os israelenses que vivem perto da fronteira, essa notícia traz um sentimento de alívio temporário, pois reduz o risco imediato de ataques vindos de posições elevadas. No entanto, o conflito continua em curso, com riscos de escalada. A comunidade internacional acompanha de perto os desdobramentos, preocupada com a possibilidade de uma guerra mais ampla envolvendo outros atores regionais. Israel, contudo, reafirma que suas ações são guiadas pela necessidade de autodefesa e pela proteção de seus cidadãos contra ameaças existenciais.

Essa incursão reforça a estratégia israelense de não tolerar a presença de infraestruturas terroristas tão próximas de suas cidades e vilarejos. Enquanto o Hezbollah tenta se reorganizar, as forças de defesa israelenses continuam operando com o objetivo de restaurar a segurança na região norte do país. O futuro próximo dependerá de como o grupo libanês e seus aliados reagirão a esse novo avanço, mas uma coisa é certa: Israel não pretende recuar enquanto a ameaça persistir.


Publicado em 31/05/2026 19h43


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Texto adaptado por IA (Grok) do original. Imagens de bibliotecas de imagens ou origem na legenda.


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