Israel reafirma: não vai sair do sul do Líbano e responderá com força total se o Irã atacar

Benjamin Netanyahu – Shalev Shalom/POOL

#Hezbollah 

Em meio a um acordo anunciado entre os Estados Unidos e o Irã para encerrar a guerra na região, o governo israelense deixou claro que não se considera obrigado pelas cláusulas que envolvem o Líbano

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu comunicou diretamente ao presidente Donald Trump que Israel não pretende retirar suas forças das posições atuais no sul do Líbano e continuará operando para garantir sua segurança.

O ministro da Defesa, Israel Katz, reforçou essa posição de forma firme. Segundo ele, as Forças de Defesa de Israel (IDF) permanecerão nas zonas de segurança no Líbano, na Síria e em Gaza pelo tempo que for necessário, sem prazo definido. O objetivo é proteger as comunidades israelenses próximas à fronteira contra ameaças de grupos jihadistas, como o Hezbollah, que é apoiado pelo Irã. Katz avisou ainda que, se o Irã atacar Israel por causa da situação no Líbano, o país responderá com toda a sua força.

O acordo entre Washington e Teerã, que deve ser assinado em breve, prevê o fim das hostilidades, a reabertura do Estreito de Ormuz e negociações sobre o programa nuclear iraniano. Fontes iranianas indicam que ele também inclui um cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah. No entanto, Israel – que participou do início dos confrontos ao lado dos EUA – não foi incluído nas negociações e considera que o texto não atende aos seus principais objetivos de segurança.

Ministros da coalizão de Netanyahu, como Itamar Ben-Gvir e Bezalel Smotrich, manifestaram forte rejeição ao acordo. Eles afirmam que Israel é um país soberano e que o entendimento não os obriga a retirar tropas de territórios conquistados no Líbano. Do outro lado, líderes da oposição criticaram o primeiro-ministro, dizendo que o acordo representa um fracasso estratégico e deixa os moradores do norte de Israel expostos a novos riscos.

Fontes militares israelenses destacam que as operações no Líbano vão prosseguir conforme os objetivos de segurança, com o foco em destruir infraestruturas terroristas e prevenir novas ameaças. O país mantém a posição de que não abrirá mão de sua liberdade de ação para proteger seus cidadãos, independentemente das pressões externas.

Essa postura reflete a determinação de Israel em priorizar sua defesa em um momento de grande tensão regional, mesmo com o anúncio de um possível fim formal da guerra entre EUA e Irã.


Publicado em 15/06/2026 11h08


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Texto adaptado por IA (Grok) do original. Imagens de bibliotecas de imagens ou origem na legenda.


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