
Novos documentos secretos internos do Hamas, obtidos pela inteligência israelense e compartilhados com o Instituto de Pesquisa de Terrorismo e Inteligência Meir Amit, mostram em detalhes como o grupo terrorista planejou sistematicamente enganar Israel nos anos que antecederam o ataque de 7 de outubro de 2023
Esses papéis, revelados com exclusividade ao Jerusalem Post, trazem informações inéditas sobre a estratégia de dissimulação usada para surpreender as forças de defesa israelenses.
O primeiro documento, datado de 13 de setembro de 2022, tem o título “Construção de um Plano Estratégico de Engano que Servirá de Base para um Ataque Surpresa do Hamas contra Israel”. Nele, os líderes do Hamas defendem a criação de um plano multidisciplinar – envolvendo diplomacia, ações militares, economia e relações públicas – para induzir Israel a uma falsa sensação de segurança. Entre as medidas, estava avançar nas negociações para troca de prisioneiros com o então primeiro-ministro Yair Lapid, manter a construção de posições na fronteira em ritmo normal e continuar exercícios de rotina, até o momento certo de reduzir atividades visíveis e lançar a “campanha de pressão”.
Os documentos também indicam que o Hamas convocava repetidamente seus combatentes de elite, a Força Nukhba, de formas variadas, justamente para confundir os israelenses e impedir que identificassem o momento exato do ataque. Além disso, recomendavam aumentar a presença de comandantes e terroristas na fronteira de modo tornando mais difícil detectar qualquer movimento incomum.
Os líderes do Hamas admitiram, após o ataque, que usaram essa tática de engano de forma sistemática. Eles estavam dispostos a parecer fracos no curto prazo, inclusive ficando de fora de confrontos com outros grupos, para fazer Israel acreditar que o Hamas estava intimidado e interessado apenas em melhorar a situação econômica de Gaza. Mensagens enganosas e favoráveis a negociações continuaram sendo enviadas até poucos dias antes da invasão.




Outro documento, de 25 de setembro de 2023 – apenas duas semanas antes do ataque “, atualiza a “segunda etapa de pressão? e reforça a ideia de usar marchas e protestos para forçar Israel a ceder. Segundo o texto, enviado por Mohammed Odeh a Yahya Sinwar, a experiência mostrava que o inimigo só respondia à pressão. Eles viam feriados judaicos como oportunidades e buscavam acalmar temporariamente as tensões para facilitar processos como a normalização com a Arábia Saudita, evitando conexões entre diferentes frentes de conflito.
O plano previa manter pressão contínua, mas calibrada, com demandas claras e tempo para o adversário responder. Os objetivos humanitários eram limitados e deveriam ser alcançados com paciência. Recomendavam ainda intensificar o discurso público sobre temas como a mesquita de Al-Aqsa, prisioneiros, bloqueio marítimo e direitos da população de Gaza, além de buscar apoio internacional em parlamentos e protestos globais.
Um último documento, de 2 de outubro de 2023, registra a reunião da cúpula política do Hamas poucos dias antes do ataque, com ausências notáveis de alguns líderes que estavam viajando – entre eles, o principal negociador para reféns.
Esses papéis internos confirmam que o Hamas planejou com antecedência e de forma deliberada uma campanha de engano em múltiplas frentes, sacrificando ganhos imediatos para conseguir o elemento surpresa no grande ataque que viria a seguir.
Publicado em 18/06/2026 11h42
Texto adaptado por IA (Grok) do original. Imagens de bibliotecas de imagens ou origem na legenda.
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