
Mike Herzog, ex-embaixador de Israel nos Estados Unidos, revelou o que acredita ter acontecido nos bastidores da recente visita do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, à Casa Branca
Segundo ele, o motivo principal da viagem, organizada às pressas, foi a questão do programa nuclear do Irã.
Herzog, que também é general aposentado e especialista em relações entre Israel e o Oriente Médio, explicou em entrevista ao jornal Maariv que a urgência da visita veio de uma decisão do governo americano. Os EUA decidiram iniciar negociações com o Irã imediatamente e queriam informar Israel para garantir que os dois países estivessem alinhados.
Por que o Irã preocupa tanto?
Herzog destacou que Israel não é contra conversas diplomáticas sobre o programa nuclear iraniano, mas está muito cauteloso. Isso porque negociações anteriores não deram certo, e o programa nuclear do Irã avançou tanto que é difícil acreditar que apenas diplomacia possa resolver a situação. Mesmo assim, ele vê uma janela de oportunidade limitada para uma ação militar, se necessário.
Israel tem duas grandes preocupações: primeiro, que o Irã prolongue as negociações para ganhar tempo; segundo, que os EUA, na pressa por um acordo, façam concessões que resultem em um trato ruim. Netanyahu defende um modelo muito rígido, chamado “modelo líbio”, que exige a destruição total da infraestrutura nuclear do Irã. Herzog acredita que o Irã nunca aceitará essa condição, como já declarou recentemente.
Então, surge a dúvida: os EUA vão insistir nesse modelo? E se o Irã recusar, o que acontece?
O que está em jogo nas negociações?
Herzog acha que Israel precisa combinar com os EUA alguns pontos cruciais antes das conversas com o Irã:
Sobre o que será a negociação? Apenas a infraestrutura nuclear ou também os mísseis (que podem carregar armas nucleares) e outros temas?
Quais exigências os EUA farão ao Irã, e até onde estão dispostos a ceder?
Quanto tempo as negociações vão durar, já que o Irã pode tentar enrolar?
Se o Irã rejeitar o acordo, os EUA apoiariam uma ação militar? E, nesse caso, seria liderada por Israel, pelos EUA ou pelos dois juntos?
Algumas pessoas acharam que Netanyahu parecia surpreso durante uma coletiva de imprensa com o presidente Donald Trump. Herzog, porém, acredita que ele já sabia das negociações, mas talvez não esperasse que Trump anunciasse tudo publicamente tão rápido.
Irã propõe acordo nuclear temporário em negociações com os EUA, dizem fontes#Acordonuclear
— Israel Agora e Sempre?????? (@AgoraIsrael) April 10, 2025
O Irã pensa em sugerir um acordo nuclear temporário antes de buscar um acordo mais completo, segundo um diplomata europeu e outra fonte que conhece o assunto
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O Irã pensa em sugerir um acordo nuclear temporário antes de buscar um acordo mais completo, segundo um diplomata europeu e outra fonte que conhece o assunto Veja:
A pressa de Trump
Trump surpreendeu ao dizer que quer concluir as negociações com o Irã em apenas dois meses. Para Herzog, isso mostra que os EUA não vão deixar o Irã arrastar as conversas por muito tempo. Ainda assim, dois meses é um prazo curto para um acordo tão complicado, já que negociações assim costumam levar mais tempo.
Herzog alerta que o programa nuclear do Irã está em um estágio perigoso. Hoje, o Irã levaria menos de uma semana para produzir material suficiente para uma bomba nuclear – o chamado “tempo de ruptura”. Além disso, o país tem urânio enriquecido suficiente para fabricar 17 ogivas nucleares. “Isso é muito”, enfatizou.
Com o Irã enfraquecido no momento, Herzog vê uma oportunidade única para agir, mas ela não vai durar para sempre. O Irã pode se recuperar, fortalecer suas defesas e proteger ainda mais seu programa nuclear. Ele também lembrou que, em outubro, expira uma cláusula do acordo nuclear de 2015 que permite a volta automática de sanções internacionais. Por isso, os próximos meses são decisivos.
A questão das tarifas comerciais
Outro tema discutido entre Netanyahu e Trump foi a política de tarifas. Trump congelou temporariamente tarifas acima de 10% por três meses, mas não prometeu reduzir a tarifa de 17% sobre produtos israelenses. Mesmo assim, Herzog disse que a visita abriu um canal de diálogo para tentar baixar essas taxas. Ele explicou que a questão das tarifas não pegou Israel de surpresa, já que Trump já falava sobre isso durante a campanha. Meses atrás, Herzog e outros diplomatas já haviam alertado o governo israelense para se preparar.
Além da economia, a visita teve um lado diplomático importante. Para Netanyahu, foi uma chance de mostrar que foi o primeiro líder a discutir tarifas com Trump na Casa Branca. Para Trump, receber Israel, um aliado próximo, reforçou sua imagem.
A guerra em Gaza:
O terceiro assunto abordado foi a situação em Gaza. Herzog revelou que Israel e os EUA estão trabalhando em um possível acordo temporário, algo entre a “Fase A? (que já aconteceu) e a “Fase B? (que significaria o fim da guerra, algo que Israel quer evitar por enquanto). Esse acordo poderia permitir a libertação de mais reféns.
Atualmente, há três propostas de acordo para os reféns: uma do Egito, uma do Hamas e outra chamada Vitec. Um acordo temporário adiaria a decisão entre priorizar a libertação dos reféns ou derrubar o Hamas.
Herzog acredita que a libertação dos reféns deve vir primeiro e acha que Trump quer avançar com um acordo. Por enquanto, Trump está dando liberdade para Israel conduzir a situação, mas já demonstrou que gostaria de ver a guerra acabar. Herzog não ficaria surpreso se Trump, no futuro, pressionasse Netanyahu para aceitar um acordo total pelos reféns e encerrar o conflito. “Não acho que Trump vai deixar a guerra em Gaza continuar para sempre, tanto por causa dos reféns quanto porque ele quer focar em outras prioridades”, disse.
A preocupação com a Turquia na Síria
O quarto tema foi a presença da Turquia na Síria, que preocupa Israel. A Turquia, que tem se mostrado cada vez mais hostil a Israel, está expandindo sua influência militar na Síria. Isso pode limitar a liberdade de ação de Israel na região e até afetar opções militares relacionadas ao Irã.
Trump ofereceu usar sua relação com o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, para mediar entre Israel e Turquia, mas Herzog não está muito confiante nessa ideia. Ele prefere que Israel e Turquia conversem diretamente sobre o assunto.
Conclusão:
A visita de Netanyahu aos EUA foi muito mais do que uma simples reunião. O foco principal foi o perigo do programa nuclear iraniano, mas outros temas, como tarifas, Gaza e a Turquia, também estiveram na mesa. Com o Irã avançando rapidamente em seu programa nuclear e o tempo se esgotando, as decisões tomadas nos próximos meses serão cruciais para a segurança de Israel e da região.
Publicado em 11/04/2025 11h10
Texto adaptado por IA (Grok) do original. Imagens de bibliotecas de imagens ou origem na legenda.
Artigo original:
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