Trump anuncia fim da guerra em gaza e retorno de reféns, mas detalhes do pós-guerra ainda estão em aberto

O presidente dos EUA, Donald Trump, discursa durante uma reunião de gabinete na Casa Branca, em 9 de outubro de 2025, em Washington, DC, enquanto o secretário de Estado Marco Rubio, à esquerda, e o secretário de Defesa, Pete Hegseth, à direita, observam. (AP/Evan Vucci)

#Gaza 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na quinta-feira que conseguiu acabar com a guerra em Gaza, mas destacou que ainda há questões a serem resolvidas sobre como o território será gerenciado após o conflito

Durante uma reunião no governo americano, Trump celebrou o que chamou de “grande conquista no Oriente Médio”. Ele afirmou: “Ontem à noite, alcançamos um momento histórico. Encerramos a guerra em Gaza e criamos uma paz que, esperamos, seja duradoura no Oriente Médio.”

Porém, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, não concorda totalmente com essa visão. Ele acredita que a guerra só pode ser considerada encerrada quando o grupo Hamas entregar todas as suas armas e Gaza for completamente desmilitarizada.

“Ontem à noite, alcançamos um avanço significativo no Oriente Médio, algo que as pessoas diziam que nunca aconteceria. Acabamos com a guerra em Gaza e, de fato, em uma base muito maior, criamos a paz.” “? @POTUS fala sobre a paz no Oriente Médio ao dar início à reunião do Gabinete.

Como foi feito o acordo?

Para convencer o Hamas a liberar os 48 reféns que ainda mantém, mediadores (pessoas que ajudam nas negociações) garantiram ao grupo que Israel não retomará a guerra após a devolução dos reféns. O acordo assinado no Egito, na quinta-feira, é apenas a “primeira fase”. Essa etapa foca na troca de reféns por prisioneiros e na retirada inicial e limitada das tropas israelenses de Gaza.

Trump apresentou um plano com 20 pontos que prevê o desarmamento do Hamas, mas os detalhes de como isso será feito ainda não estão claros. Quando perguntado sobre garantias de que o Hamas vai se desarmar e de que Israel não voltará lutando, Trump disse que o mais importante agora é trazer os reféns para casa. “Depois disso, veremos o que acontece”, afirmou, indicando que muitas negociações ainda precisam ser feitas.

O presidente dos EUA, Donald Trump, discursa durante uma reunião de gabinete na Casa Branca em 9 de outubro de 2025, em Washington, DC. (AP/Evan Vucci)

O que vem depois?

Sobre a próxima fase, que incluiria uma Força Internacional de Estabilização (um grupo de países que ajudaria a manter a paz em Gaza), Trump disse que isso ainda está sendo planejado. Ele mencionou que países ricos vão financiar essa força, mas não deu detalhes sobre quem participará ou como ela funcionará.

Trump também falou sobre as perdas na guerra. Ele citou que, segundo o Ministério da Saúde de Gaza (controlado pelo Hamas), cerca de 70 mil pessoas morreram, sem distinguir entre civis e combatentes. Israel, por outro lado, afirma ter eliminado cerca de 22 mil combatentes até agosto. “Em algum momento, isso precisava parar, e vamos garantir que pare”, disse Trump.

O que acontece com os reféns?

Trump prometeu às famílias dos reféns que todos serão libertados na segunda ou, no mais tardar, na terça-feira. Ele reconheceu que encontrar os corpos de cerca de 28 reféns mortos será mais difícil, mas disse: “Estamos fazendo o melhor que podemos.”

:

Planos de viagem e possível visita a Israel

O presidente planeja viajar ao Oriente Médio nos próximos dias, incluindo uma visita ao Egito para uma cerimônia de assinatura do acordo. Ele também confirmou que pretende estar em Israel na segunda ou terça-feira, quando os reféns forem libertados. Perguntado sobre a possibilidade de fazer um discurso no parlamento israelense (Knesset), Trump disse que está aberto à ideia, após convite de Netanyahu.

Sonho com o Prêmio Nobel da Paz

Trump não esconde o desejo de ganhar o Prêmio Nobel da Paz, que será anunciado na sexta-feira. O primeiro-ministro Netanyahu até publicou uma imagem gerada por inteligência artificial mostrando Trump com uma medalha do Nobel e escreveu nas redes sociais: “Dê o Prêmio Nobel da Paz a Donald Trump – ele merece!? No entanto, como o prazo para indicações ao prêmio de 2025 terminou em dezembro do ano passado, antes do acordo de Gaza, é improvável que Trump venha a ganhá-lo este ano.

Palestinos comemoram no Hospital dos Mártires de Al-Aqsa, em Deir al-Balah, no centro da Faixa de Gaza, após o acordo de cessar-fogo entre o Hamas e Israel. (Khalil Kahlout/FLASH90

E a solução de dois estados?

Quando perguntado sobre a criação de um estado palestino (uma solução chamada “dois estados”), Trump respondeu que não tem uma opinião formada e que apoiará o que as partes envolvidas decidirem. Seu plano de 20 pontos, no entanto, abre caminho para a possibilidade de um estado palestino e incentiva que os palestinos permaneçam em Gaza, com apoio de países árabes e muçulmanos ricos para tornar a região mais habitável.

Dê a @realDonaldTrump o Prêmio Nobel da Paz – ele merece!

Resumo

Trump anunciou o fim da guerra em Gaza com um acordo que garante a libertação dos reféns e a retirada inicial das tropas de Israel. Porém, questões como o desarmamento do Hamas e a gestão futura de Gaza ainda precisam ser resolvidas. Ele planeja viajar à região para acompanhar os próximos passos, enquanto sonha com o reconhecimento internacional pelo acordo.


Publicado em 09/10/2025 23h12


English version


Texto adaptado por IA (Grok) do original. Imagens de bibliotecas de imagens ou origem na legenda.


Artigo original:


Geoprocessamento
Sistemas para drones
HPC
Sistemas ERP e CRM
Sistemas mobile
IA