
O governo sírio confirmou a prisão de membros das próprias forças de segurança e do exército envolvidos no massacre que matou centenas de civis – a maioria da minoria drusa – na província de Sweida, no sul do país, em julho deste ano
A informação foi divulgada neste domingo pelo juiz Hatem Naasan, chefe do comitê de investigação do regime, durante coletiva de imprensa em Damasco.
Naasan não revelou o número exato de mortos, dizendo que o total oficial será apresentado em um relatório final até o fim do ano. Ele afirmou que a comissão ouviu testemunhas e vítimas e analisou vídeos divulgados nas redes sociais. “Obtivemos resultados positivos”, declarou, confirmando que agentes de segurança e militares “comprovadamente envolvidos em violações, com base nas investigações e nos vídeos publicados online”, foram detidos e encaminhados à justiça.
Os oficiais de segurança estão sob custódia do Ministério do Interior, enquanto os militares são responsabilidade do Ministério da Defesa. “Os vídeos nas redes sociais mostravam claramente os rostos, e eles foram presos pelas autoridades competentes”, explicou o juiz.
A violência começou em meados de julho, quando grupos armados ligados ao líder espiritual druso Sheikh Hikmat al-Hijri entraram em confronto com clãs beduínos locais. No dia 15 de julho, as forças sírias foram enviadas a Sweida para conter os conflitos, mas testemunhas relatam que a situação piorou com a chegada dos militares. Imagens chocantes que circularam depois mostravam homens armados executando civis drusos em praças públicas e humilhando idosos ao raspar à força seus bigodes.
O exército sírio acabou se retirando da região após bombardeios israelenses e forte pressão diplomática. Em discurso televisionado, o presidente sírio Ahmed al-Sharaa acusou Israel de tentar desestabilizar o país.
Naasan negou a participação de combatentes estrangeiros organizados no massacre. Alguns indivíduos foram detidos e interrogados, mas, segundo ele, entraram em Sweida de forma aleatória e individual, sem ligação com as forças de segurança ou militares sírias.
Publicado em 17/11/2025 08h49
Texto adaptado por IA (Grok) do original. Imagens de bibliotecas de imagens ou origem na legenda.
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