
Pela primeira vez desde o início da guerra, a Anistia Internacional publicou um relatório contundente que classifica as ações do Hamas no dia 7 de outubro de 2023 como crimes contra a humanidade
A organização, conhecida mundialmente pela defesa dos direitos humanos, concluiu que o grupo terrorista palestino cometeu assassinato em massa, tortura, tomada de reféns, desaparecimento forçado, violência sexual e estupro de forma sistemática e generalizada.
O documento, intitulado “Ataques a Civis: Assassinatos, Sequestros e Outras Violações por Grupos Armados Palestinos em Israel e Gaza”, aponta que a imensa maioria dos civis mortos naquele sábado sangrento foi executada diretamente por terroristas palestinos, e não por fogo cruzado ou bombardeios israelenses. O relatório traz provas de que muitos reféns sofreram agressões físicas brutais e violência sexual enquanto estavam em cativeiro.
A principal responsabilidade, segundo a Anistia, recai sobre as Brigadas Izz ad-Din al-Qassam, o braço armado do Hamas, mas outros grupos como a Jihad Islâmica Palestina, Brigadas dos Mártires de Al-Aqsa e até civis palestinos que participaram dos ataques também têm culpa, em menor grau.
A organização exigiu a devolução imediata de todos os reféns ainda mantidos em Gaza e, em especial, dos restos mortais do último soldado cujo corpo ainda não foi entregue a Israel, o sargento-mor Ran Gvili.
Embora a Anistia já tivesse acusado o Hamas de crimes de guerra no passado, esta é a primeira vez que a ONG afirma que a escala, a crueldade e o caráter planejado da violência atingiram o patamar de crimes contra a humanidade, uma das acusações mais graves do direito internacional.
O mesmo relatório reafirma o pedido de cessar-fogo imediato e a libertação incondicional de todos os civis sequestrados (embora, na época, a organização tenha feito distinção entre civis e soldados israelenses mantidos reféns).
Vale lembrar que, em outros momentos, a Anistia Internacional já criticou duramente tanto Israel – a quem acusou de genocídio em Gaza em dezembro de 2024 – quanto o Irã, por uso de bombas de fragmentação na guerra contra Israel. Agora, com este novo documento, a organização deixa claro que também o Hamas cometeu atrocidades que não podem ser ignoradas ou relativizadas.
Publicado em 11/12/2025 08h15
Texto adaptado por IA (Grok) do original. Imagens de bibliotecas de imagens ou origem na legenda.
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