
Em um gesto surpreendente, o novo governo da Síria publicou um mapa oficial do país que não inclui mais as Colinas de Golã, uma região montanhosa no sudoeste do território sírio
Essa área foi capturada por Israel durante a Guerra dos Seis Dias, em 1967, e depois anexada formalmente pelo país em 1981. Durante décadas, a Síria sempre considerou as Colinas de Golã como parte de seu território e exigia sua devolução em qualquer conversa de paz.
O mapa atualizado apareceu no dia 19 de dezembro de 2025, postado pelo Ministério das Relações Exteriores sírio nas redes sociais oficiais. Ele foi usado também pelo jornal estatal *Al Thawra Al Souria*. No mapa, as fronteiras da Síria terminam a leste das Colinas de Golã, deixando a região de fora, o que na prática reconhece o controle israelense sobre o local.
Essa mudança acontece após a queda do regime de Bashar al-Assad, em dezembro de 2024, e a chegada de uma nova liderança no país, comandada pelo presidente Ahmed al-Sharaa. O mapa foi divulgado junto com comemorações pela revogação, pelo Congresso dos Estados Unidos, das sanções conhecidas como Lei Caesar contra a Síria.
Grupos de oposição síria, como o Observatório Sírio para os Direitos Humanos (baseado em Londres), criticaram a decisão. Eles afirmaram que o novo mapa é igual ao usado pelo governo israelense e representa uma “rendição total? às exigências de Israel e dos Estados Unidos.
Por enquanto, Israel não fez comentários oficiais sobre o mapa. A região das Colinas de Golã é muito importante para a segurança israelense, por causa de sua posição elevada, que ajuda a monitorar movimentos na Síria e no Líbano. A maioria da comunidade internacional ainda considera as Colinas de Golã como território sírio ocupado por Israel, com exceção dos Estados Unidos, que reconheceram a soberania israelense em 2019, durante o governo Trump.
Essa alteração no mapa pode indicar uma tentativa do novo governo sírio de melhorar as relações com Israel e o Ocidente, em meio a negociações para estabilidade na região. No entanto, o assunto continua gerando muita polêmica e debate no Oriente Médio.
Publicado em 23/12/2025 10h29
Texto adaptado por IA (Grok) do original. Imagens de bibliotecas de imagens ou origem na legenda.
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