Israelenses e sírios voltam a negociar em Paris

Syrian President Ahmed al-Shaara – REUTERS/Khalil Ashawi

#Síria 

Uma nova rodada de conversas entre Israel e Síria está marcada para começar nesta terça-feira em Paris, sob mediação dos Estados Unidos

Segundo fontes diplomáticas ouvidas pelo jornal árabe *Asharq al-Awsat*, o objetivo principal é tentar reativar o Acordo de Desengajamento de 1974 e discutir a retirada das forças israelenses do território sírio.

De acordo com as informações, o ministro das Relações Exteriores francês, Jean-Noël Barrot, deve se reunir na segunda-feira com a delegação síria, que será liderada pelo chanceler Asaad al-Shaibani e conta também com a presença do diretor da Inteligência Geral, Hussein al-Salama. As negociações ocorrerão com a coordenação e mediação direta dos Estados Unidos.

Um representante do governo sírio afirmou, por meio da agência oficial SANA, que a retomada das conversas demonstra o compromisso da Síria em recuperar o que considera “direitos nacionais inegociáveis”. O foco, segundo ele, está na reativação do acordo de 1974, incluindo a retirada israelense para as posições que ocupava antes de 8 de dezembro de 2024, sempre dentro de um arranjo de segurança recíproco que garanta a soberania total da Síria e impeça qualquer interferência em seus assuntos internos.

Já um oficial sírio, que falou à agência *Associated Press* sob condição de anonimato, explicou que as duas partes buscam chegar a um acordo de segurança capaz de reduzir as tensões entre os países. Damasco deseja, sobretudo, revitalizar o acordo de 1974 – que criou uma zona-tampão monitorada pela ONU no sul da Síria – e garantir a saída das tropas israelenses que entraram na região há mais de um ano.

Vale lembrar que, após a ascensão do presidente sírio Ahmad al-Sharaa ao poder, ele declarou publicamente que não desejava confronto com Israel. Mesmo assim, nos meses seguintes, Israel assumiu o controle da zona-tampão e realizou diversos ataques aéreos contra alvos militares sírios, justificando que sua presença na área era temporária e necessária para lidar com ameaças à segurança. As conversas sobre um possível acordo de segurança haviam sido interrompidas no ano passado.

Até o momento, autoridades israelenses preferiram não comentar sobre a retomada das negociações. Um porta-voz do enviado especial americano para a Síria, Tom Barrack, também optou por não se pronunciar sobre o assunto.


Publicado em 06/01/2026 00h34


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Texto adaptado por IA (Grok) do original. Imagens de bibliotecas de imagens ou origem na legenda.


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