Voz curda pede ajuda urgente ao mundo para evitar uma tragédia na síria

Um membro do exército sírio caminha com uma arma na rua enquanto civis fogem após novos confrontos entre o exército sírio e as Forças Democráticas da Síria (SDF), em Aleppo, Síria, 7 de janeiro de 2026. (Crédito da foto: REUTERS/KARAM AL-MASRI)

#Curdos 

Um ativista curdo chamado Rebwar Hazhar, que lidera um grupo chamado Conservative Friends of Kurdistan, deu uma entrevista ao jornal The Jerusalem Post e fez um alerta sério: se a comunidade internacional não intervir logo, “haverá um inferno na Síria”

Hazhar, nascido na região curda do Iraque e hoje morando no exterior, trabalha para aproximar os curdos de países como o Reino Unido e Israel. Ele explica que os curdos são um dos maiores povos do mundo sem um país próprio. Eles vivem espalhados por quatro nações diferentes e enfrentam ameaças constantes.

Depois da queda do regime de Bashar al-Assad, uma nova liderança assumiu o poder na Síria, comandada por Ahmed al-Sharaa (também conhecido como Abu Mohammad al-Julani, que tem passado ligado a grupos extremistas no passado). Esse novo governo está tentando controlar todo o território sírio, inclusive as áreas onde os curdos vivem com certa autonomia no nordeste do país (região chamada de Rojava).

Os curdos são representados principalmente pelas Forças Democráticas Sírias (SDF), que lutaram muito contra o Estado Islâmico (ISIS) no passado e receberam apoio dos Estados Unidos durante anos. Agora, porém, os EUA mudaram de posição: estão se aproximando do novo governo sírio e diminuindo o apoio aos curdos. Hazhar critica duramente essa mudança, dizendo que o Ocidente, especialmente os americanos, abandonou os curdos de forma inaceitável, mesmo depois de tudo que eles fizeram contra o terrorismo.

Há confrontos acontecendo entre o exército sírio e as forças curdas, como em Aleppo no começo de janeiro de 2026. A cidade de Kobani, importante para os curdos, está cercada pelo exército sírio, sem acesso a ajuda humanitária, comida ou eletricidade, o que cria uma grave crise para a população civil.

Hazhar conta que os curdos tentaram conversar e negociar pacificamente, mas enfrentam exigências impossíveis e até violência. Ele diz que os curdos não vão aceitar perder a autonomia que conquistaram com tanto sacrifício – eles construíram universidades, forças de segurança, polícia e um governo local próprio. Milhares de curdos morreram lutando pelo que acreditam, e agora estão unidos como nunca contra essa ameaça.

O ativista faz um apelo direto: o problema só vai ser resolvido com a ajuda da comunidade internacional. Sem intervenção, o conflito pode crescer muito e desestabilizar ainda mais todo o Oriente Médio. Ele avisa que o novo regime sírio não é confiável e que a aliança atual com os Estados Unidos é temporária e perigosa.

Hazhar também mencionou que visitou Israel por conta própria, porque tem amigos na comunidade judaica e admira o país. Ele quer construir pontes entre Israel e os curdos. No Reino Unido há alguma simpatia pelos curdos no Parlamento e na mídia, mas ainda faltam ações concretas no terreno.

Em resumo, o recado é claro e urgente: os curdos estão pedindo que o mundo não os abandone mais uma vez, porque o preço de mais um abandono pode ser uma guerra longa e muito sofrida na Síria.


Publicado em 25/01/2026 22h26


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Texto adaptado por IA (Grok) do original. Imagens de bibliotecas de imagens ou origem na legenda.


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