Eua acusa a Autoridade Palestina por continuar pagamentos a famílias de terroristas

Palestinian Authority President Mahmoud Abbas outside the Government Palace in Beirut, Lebanon, May 22, 2025. (AP/Hassan Ammar)

#Autoridade Palestina 

O Departamento de Estado dos Estados Unidos acusou recentemente a Autoridade Palestina de ter pago mais de 200 milhões de dólares a famílias de terroristas em 2025, mesmo após o presidente Mahmoud Abbas anunciar o fim do programa conhecido como “pay-for-slay”, que recompensa financeiramente aqueles envolvidos em ataques contra israelenses

Essa alegação, revelada em um relatório não público enviado ao Congresso americano e obtido pelo Washington Free Beacon, sugere que os pagamentos continuaram sob um novo disfarce, transferindo responsabilidades para uma fundação de empoderamento econômico que opera como assistência social. O programa, oficialmente chamado de Fundo dos Mártires, tem sido criticado há anos por incentivar a violência, já que as quantias aumentam de acordo com a gravidade dos atos cometidos, segundo avaliações de inteligência israelense que estimam valores entre 144 milhões em 2024 e 214 milhões em 2025.

Em fevereiro de 2025, Abbas assinou um decreto para encerrar o sistema antigo e substituí-lo por um baseado puramente em necessidades financeiras das famílias, uma medida vista como um gesto para melhorar as relações com a administração Trump, que condicionou auxílio americano à eliminação dessas recompensas.

A Autoridade Palestina argumenta que os pagamentos são uma forma de apoio social a prisioneiros e famílias afetadas pelo conflito, e não um incentivo ao terrorismo, conforme explicado em análises como as do Brookings Institution, que destacam como o discurso em torno do tema é distorcido e ignora o contexto da ocupação israelense que impacta milhares de vidas palestinas. No entanto, fontes israelenses, incluindo o Ministério das Relações Exteriores e grupos de monitoramento como o Palestinian Media Watch, alegam que os fundos ainda fluem por canais alternativos, como o sistema postal palestino, mantendo o programa ativo apesar das reformas anunciadas.

A administração Trump reagiu positivamente inicialmente à promessa de reforma, mas impôs sanções em julho de 2025 contra oficiais da Autoridade Palestina e da Organização para a Libertação da Palestina, acusando-os de minar a paz ao apoiar o terrorismo e internacionalizar o conflito por meio de cortes como a Corte Penal Internacional. Do lado palestino, o grupo Hamas condenou as mudanças, vendo-as como um abandono à causa dos prisioneiros e mártires em um momento crítico do conflito. Em setembro, documentos da Autoridade Palestina indicaram que o antigo sistema foi desmantelado e um novo programa de bem-estar está em operação, embora os EUA tenham mostrado pouco interesse em verificar isso diretamente, levando os palestinos a contratar uma firma de auditoria internacional para comprovar as alterações.

Essa controvérsia reflete tensões mais amplas no Oriente Médio, onde leis americanas como o Taylor Force Act proíbem auxílio à Autoridade Palestina enquanto os pagamentos persistirem, consumindo cerca de 8% do orçamento palestino anual e complicando esforços por uma solução de dois estados. Críticos argumentam que o programa perpetua a violência, enquanto defensores o veem como assistência humanitária em um contexto de desigualdade e conflito prolongado.


Publicado em 01/02/2026 06h29


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Texto adaptado por IA (Grok) do original. Imagens de bibliotecas de imagens ou origem na legenda.


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