Diretor de hospital em Gaza considerado herói era coronel do Hamas

Hussam Abu Safiya, diretor do hospital Kamal Adwan, mostra os danos dentro do hospital, durante a operação militar israelense em curso, em meio ao conflito entre Israel e Hamas, em Beit Lahiya, no norte da Faixa de Gaza, em 18 de dezembro de 2024. (crédito da foto: REUTERS/STRINGER)

#Gaza 

Um pediatra palestino que dirigia um hospital no norte da Faixa de Gaza e escreveu artigos críticos a Israel no jornal The New York Times foi identificado como coronel do Hamas

Trata-se do Dr. Hussam Abu Safiya, que comandava o Hospital Kamal Adwan, em Beit Lahiya.

As Forças de Defesa de Israel prenderam o médico no dia 27 de dezembro de 2024, durante uma operação no hospital, que segundo o Exército israelense funcionava como uma base importante do grupo terrorista Hamas. Desde então, ele permanece detido em uma prisão israelense. Um porta-voz militar confirmou que Abu Safiya ocupa um posto elevado dentro da organização.

Apesar dessa ligação com o Hamas ser conhecida em veículos de mídia árabes há anos, o médico foi convidado a publicar duas colunas de opinião no The New York Times. Nos textos, ele acusava Israel de causar sofrimento à população civil, de provocar escassez de combustível nos hospitais e de atacar o sistema de saúde em Gaza. Em um dos trechos, escreveu que “estamos sofrendo e pagando o preço do genocídio que acontece ao nosso povo no norte da Faixa de Gaza”, sem mencionar em momento algum sua posição no Hamas.

Investigações recentes, conduzidas por pesquisadores como Vincent Chebat, do NGO Monitor, trouxeram à tona provas concretas dessa filiação. Uma foto de 2016 mostra Abu Safiya uniformizado ao lado de altos comandantes do Hamas, incluindo figuras da área médica militar e de segurança nacional. Postagens antigas em redes sociais, inclusive de páginas oficiais de serviços médicos de Gaza, já o chamavam de “coronel Hussam Abu Safiya”.

Logo após os ataques de 7 de outubro de 2023, o médico publicou em sua conta no Facebook uma mensagem celebrando o evento, com uma citação religiosa e uma imagem do incidente. Apesar disso, organizações internacionais como a Anistia Internacional lançaram campanhas pedindo sua libertação imediata, descrevendo-o como um profissional de saúde detido de forma arbitrária e um “herói”. A cidade de Lyon, na França, chegou a conceder a ele a cidadania honorária, destacando sua coragem e liderança no sistema de saúde de Gaza.

A revelação do cargo militar levanta questionamentos sobre como plataformas de mídia e entidades humanitárias avaliam as pessoas que defendem ou recebem apoio. Segundo o pesquisador que expôs o caso, uma busca simples na internet já seria suficiente para descobrir a ligação com o Hamas, o que sugere que deveria haver mais cuidado ao apresentar alguém como vítima ou herói em contextos internacionais.


Publicado em 02/02/2026 09h33


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Texto adaptado por IA (Grok) do original. Imagens de bibliotecas de imagens ou origem na legenda.


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