
O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu determinou que as Forças de Defesa de Israel (IDF) ampliem ainda mais a zona de segurança existente no lado libanês da fronteira, com o objetivo de impedir ataques e afastar a ameaça do Hezbollah da fronteira norte do país, em meio à guerra multifrontal em curso
A decisão foi anunciada no domingo, 29 de março de 2026, pelo gabinete do primeiro-ministro. Segundo Netanyahu, a expansão visa “finalmente frustrar a ameaça de invasão e manter o fogo de mísseis antitanque afastado”. Historicamente, até o ano 2000, Israel mantinha uma zona-tampão no sul do Líbano em parceria com o Exército do Sul do Líbano, uma milícia predominantemente cristã. Após a retirada das tropas israelenses naquele ano, o Hezbollah se transformou em um dos grupos terroristas mais bem armados do mundo, capaz de confrontos prolongados com o Exército israelense.
Netanyahu lembrou que o falecido líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah, havia construído uma força poderosa com a intenção de destruir Israel. No entanto, Israel eliminou Nasrallah, milhares de terroristas do grupo e a enorme ameaça representada por cerca de 150 mil mísseis e foguetes apontados para cidades israelenses. Ainda assim, o Hezbollah mantém alguma capacidade residual de lançar foguetes. O primeiro-ministro discutiu com os comandantes da Região Norte da IDF as formas de eliminar esse resíduo de ameaça, embora não tenha revelado detalhes operacionais, e reafirmou a determinação de mudar fundamentalmente a situação no norte do país.
Em um breve pronunciamento, Netanyahu fez um balanço dos avanços na guerra contra o Irã e seus proxies desde o massacre liderado pelo Hamas em 7 de outubro de 2023. Ele destacou que Israel está conduzindo uma campanha em múltiplas frentes, golpeando com grande força o Irã e seus aliados, o que já provocou rachaduras visíveis no regime terrorista de Teerã. “O Irã não é mais o mesmo, o Hezbollah não é mais o mesmo e o Hamas não é mais o mesmo”, afirmou. Essas organizações, antes exércitos terroristas que ameaçavam a existência de Israel, agora são inimigos derrotados que lutam pela sobrevivência, enquanto Israel se tornou a parte ativa, ofensiva e iniciadora das ações em território inimigo.
O premiê relembrou que, após os ataques de 7 de outubro, Israel prometeu transformar a face do Oriente Médio e seu conceito de segurança. Para isso, criou três cinturões de segurança profundos em território inimigo: na Síria, estendendo-se da crista do Monte Hermon até o rio Yarmouk; em Gaza, abrangendo mais da metade da Faixa; e, no Líbano, com a ordem agora dada para expandir ainda mais a zona de segurança já existente.
Publicado em 30/03/2026 08h42
Texto adaptado por IA (Grok) do original. Imagens de bibliotecas de imagens ou origem na legenda.
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