Descoberta arqueológica revela segredo de enterros de bebês na época bíblica

Arqueólogos da Universidade de Tel Aviv encontraram uma vala comum infantil de 2.500 anos em Tel Azekah, a cerca de 30 quilômetros a sudoeste de Jerusalém, em uma descoberta revelada em um estudo publicado na revista Palestine Exploration Quarterly em março de 2026. Na imagem, uma seção da camada arqueológica incluindo os sepultamentos. (Expedição Lautenschläger Azekah)

doi.org/10.1080/00310328.2025.2589646
Credibilidade: 989
#Judá 

Arqueólogos da Universidade de Tel Aviv fizeram uma descoberta impressionante e comovente em Tel Azekah, um antigo sítio a cerca de 30 quilômetros a sudoeste de Jerusalém, na região das Terras Baixas de Judá

Eles encontraram, dentro de um reservatório de água abandonado, os restos de dezenas de bebês e crianças pequenas que viveram há aproximadamente 2.500 anos.

O local continha entre 68 e 89 indivíduos, sendo que a grande maioria – cerca de 90% – tinha menos de cinco anos de idade e 70% tinham menos de dois anos. Esses ossos foram depositados ao longo de quase 100 anos, durante o período persa inicial, entre os séculos VI e V a.C., numa época em que Azekah era uma cidade judaica que continuou habitada mesmo após a destruição do Primeiro Templo pelos babilônios, em 586 a.C.

O reservatório, construído muito antes, havia sido usado para armazenar água e depois abandonado por algumas décadas. Em vez de ser limpo e reutilizado como cisterna, ele se transformou num local coletivo para o depósito desses corpos. Os ossos estavam misturados, sem esqueletos completos, o que é comum em crianças pequenas por causa da fragilidade dos ossos nessa idade. Não havia sinais de violência, doença específica ou sacrifício humano – os corpos não foram queimados nem colocados em jarros, como ocorria em rituais de outras culturas da região.

Essa descoberta ajuda a resolver um enigma que intrigava os arqueólogos há muito tempo. Nos cemitérios da época do Ferro e do período persa em Israel, quase nunca apareciam restos de bebês ou crianças muito pequenas. Agora, entende-se melhor o motivo: na sociedade judaica antiga, as crianças que ainda não tinham sido desmamadas – o que geralmente acontecia por volta dos dois ou três anos – talvez não fossem consideradas plenamente “pessoas? com direito a um túmulo individual. Elas eram enterradas de forma coletiva em locais como esse reservatório. Isso não significa que os pais não amassem os filhos. A mortalidade infantil era muito alta na Antiguidade, e era comum que quatro ou cinco em cada sete crianças morressem antes dos quatro anos de idade. As famílias continuavam a demonstrar afeto, como mostram as histórias bíblicas, como a de Samuel, que ficou com a mãe até ser desmamado.

O professor Oded Lipschits, que lidera as escavações, contou que a equipe escavou com extremo cuidado, recolhendo cada pedacinho de osso e documentando tudo em detalhes, mas demorou anos até ter coragem de investigar profundamente o que haviam encontrado. A bióloga Hila May, responsável pela análise dos ossos, destacou que nunca havia visto tantos corpos reunidos num só lugar. Agora, análises de DNA estão em andamento para descobrir mais sobre a origem, o gênero e possíveis relações familiares dessas crianças.

Essa é a primeira sepultura coletiva de bebês desse tipo encontrada em Israel. Ela lança luz sobre os costumes, as crenças e a vida cotidiana dos judeus que permaneceram na terra de Judá após o exílio babilônico. Mostra também como as sociedades antigas lidavam com a dura realidade da morte precoce, sem diminuir o valor emocional que os pais davam aos seus pequenos.

A pesquisa foi publicada no mês de março de 2026 na revista “Palestine Exploration Quarterly” e abre novas portas para entender melhor o mundo bíblico por meio da arqueologia.


Publicado em 12/04/2026 04h11


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Texto adaptado por IA (Grok) do original. Imagens de bibliotecas de imagens ou origem na legenda.


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