Unidade em meio à dor: líderes israelenses pedem união no dia da memória

Presidente Isaac Herzog e Chefe do Estado-Maior das IDF, Eyal Zamir, em uma cerimônia do Memorial Day no Muro das Lamentações, 20 de abril de 2026. (Chaim Goldberg/Flash90)

#Dia da Memória 

Durante a cerimônia oficial do Dia da Memória em Israel, realizada na noite de segunda-feira no Muro das Lamentações, em Jerusalém, o presidente Isaac Herzog e o chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel (IDF), general Eyal Zamir, fizeram um forte apelo pela união nacional

Eles destacaram a resiliência do país em tempos de guerra e lembraram os sacrifícios dos soldados e civis caídos.

A solenidade marcou o início de um dia de luto profundo no calendário israelense, em que o país inteiro para para homenagear os que morreram em batalhas ou em atentados terroristas. Tudo começou às 20h, com o toque de uma sirene de um minuto que silenciou a nação. Em seguida, foi acesa a chama da memória no Muro Ocidental.

O presidente Isaac Herzog fala durante uma cerimônia do Memorial Day no Muro das Lamentações, em 20 de abril de 2026. (Chaim Goldberg/Flash90)

Este foi o terceiro Dia da Memória desde o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023, que deu início a uma longa série de combates em várias frentes. Tanto Herzog quanto Zamir reconheceram as profundas divisões que têm marcado a sociedade israelense, especialmente durante a guerra, e reforçaram a necessidade de superar essas diferenças.

Herzog lembrou os soldados da geração atual e os encorajou a pensar no futuro, após o conflito. “Ainda estamos no meio da campanha. Nos últimos dias, mais filhos queridos foram acrescentados à lista de caídos”, disse ele, referindo-se aos militares mortos nos recentes combates contra o Hezbollah no Líbano, desencadeados pela guerra com o Irã. Ele descreveu a guerra como um teste nacional que o povo israelense tem enfrentado com força extraordinária, apesar da dor insuportável.

O presidente citou histórias e escritos de soldados mortos em Gaza, no Líbano e em guerras anteriores. Ele defendeu o equilíbrio entre a força militar e os valores morais: “Não vivemos pela espada, mas ao lado dela. Empunhamos a espada com uma mão quando necessário, mas a outra mão deve sempre sustentar o espírito que anseia por paz, liberdade e dignidade”. Herzog concluiu com uma mensagem de esperança: a nação tem “uma única canção, feita de muitas vozes”. Quando essas vozes se calam umas às outras, o perigo cresce; quando cantam juntas, a nação se fortalece.

Soldados das IDF ficam em posição de sentido durante uma cerimônia do Memorial Day no Muro das Lamentações, na Cidade Velha de Jerusalém, em 20 de abril de 2026, enquanto Israel homenageia seus soldados mortos e vítimas do terror. (Chaim Goldberg/Flash90)

O general Zamir, por sua vez, elogiou as conquistas das forças israelenses. Ele citou o resgate de reféns do Hamas, a criação de novas zonas de segurança nas fronteiras de Gaza e da Síria, e as ações no Líbano. Sobre o Irã, afirmou que o exército não permitirá que o regime realize seus planos de destruição contra Israel. “Continuaremos de guarda, garantindo a eternidade de Israel”, disse.

Zamir também falou sobre a importância de toda a sociedade participar da defesa do país, em referência ao debate sobre o serviço militar dos ultraortodoxos (haredim). “Precisamos de uma parceria profunda entre todas as partes da nação para carregar juntos esse fardo”, enfatizou. “A coesão é condição para nossa existência.?

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu participa de uma cerimônia na véspera do Memorial Day de Israel em Yad Labanim, em Jerusalém, em 20 de abril de 2026. (Marc Israel Sellem/POOL)

Em uma cerimônia anterior promovida pela organização Yad Labanim, em Jerusalém, vozes de famílias enlutadas tiveram destaque. A mãe de um soldado morto em Gaza contou que seu filho morreu em uma missão para tentar salvar reféns, incluindo a mãe e os dois filhos pequenos da família Bibas. Ela pediu unidade nacional para honrar o sacrifício dos caídos. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que também perdeu o irmão em uma operação militar no passado, participou do evento e afirmou que a luta contra o Irã ainda não terminou, embora tenha elogiado as vitórias conquistadas até agora.

No total, desde 1860, 25.648 israelenses morreram em conflitos, segundo o Ministério da Defesa. A cerimônia também contou com a participação de uma brigada haredi do Exército, que realizou sua própria homenagem, mostrando o esforço de integração mesmo em meio a sensibilidades culturais diferentes.

Em um dia de dor e lembrança, os líderes deixaram clara a mensagem: só com união e parceria profunda Israel conseguirá superar os desafios e construir um futuro de esperança.


Publicado em 21/04/2026 05h41


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Texto adaptado por IA (Grok) do original. Imagens de bibliotecas de imagens ou origem na legenda.


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