
Durante a cerimônia oficial do Dia da Memória em Israel, realizada na noite de segunda-feira no Muro das Lamentações, em Jerusalém, o presidente Isaac Herzog e o chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel (IDF), general Eyal Zamir, fizeram um forte apelo pela união nacional
Eles destacaram a resiliência do país em tempos de guerra e lembraram os sacrifícios dos soldados e civis caídos.
A solenidade marcou o início de um dia de luto profundo no calendário israelense, em que o país inteiro para para homenagear os que morreram em batalhas ou em atentados terroristas. Tudo começou às 20h, com o toque de uma sirene de um minuto que silenciou a nação. Em seguida, foi acesa a chama da memória no Muro Ocidental.

Este foi o terceiro Dia da Memória desde o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023, que deu início a uma longa série de combates em várias frentes. Tanto Herzog quanto Zamir reconheceram as profundas divisões que têm marcado a sociedade israelense, especialmente durante a guerra, e reforçaram a necessidade de superar essas diferenças.
Herzog lembrou os soldados da geração atual e os encorajou a pensar no futuro, após o conflito. “Ainda estamos no meio da campanha. Nos últimos dias, mais filhos queridos foram acrescentados à lista de caídos”, disse ele, referindo-se aos militares mortos nos recentes combates contra o Hezbollah no Líbano, desencadeados pela guerra com o Irã. Ele descreveu a guerra como um teste nacional que o povo israelense tem enfrentado com força extraordinária, apesar da dor insuportável.
O presidente citou histórias e escritos de soldados mortos em Gaza, no Líbano e em guerras anteriores. Ele defendeu o equilíbrio entre a força militar e os valores morais: “Não vivemos pela espada, mas ao lado dela. Empunhamos a espada com uma mão quando necessário, mas a outra mão deve sempre sustentar o espírito que anseia por paz, liberdade e dignidade”. Herzog concluiu com uma mensagem de esperança: a nação tem “uma única canção, feita de muitas vozes”. Quando essas vozes se calam umas às outras, o perigo cresce; quando cantam juntas, a nação se fortalece.

O general Zamir, por sua vez, elogiou as conquistas das forças israelenses. Ele citou o resgate de reféns do Hamas, a criação de novas zonas de segurança nas fronteiras de Gaza e da Síria, e as ações no Líbano. Sobre o Irã, afirmou que o exército não permitirá que o regime realize seus planos de destruição contra Israel. “Continuaremos de guarda, garantindo a eternidade de Israel”, disse.
Zamir também falou sobre a importância de toda a sociedade participar da defesa do país, em referência ao debate sobre o serviço militar dos ultraortodoxos (haredim). “Precisamos de uma parceria profunda entre todas as partes da nação para carregar juntos esse fardo”, enfatizou. “A coesão é condição para nossa existência.?

Em uma cerimônia anterior promovida pela organização Yad Labanim, em Jerusalém, vozes de famílias enlutadas tiveram destaque. A mãe de um soldado morto em Gaza contou que seu filho morreu em uma missão para tentar salvar reféns, incluindo a mãe e os dois filhos pequenos da família Bibas. Ela pediu unidade nacional para honrar o sacrifício dos caídos. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que também perdeu o irmão em uma operação militar no passado, participou do evento e afirmou que a luta contra o Irã ainda não terminou, embora tenha elogiado as vitórias conquistadas até agora.
No total, desde 1860, 25.648 israelenses morreram em conflitos, segundo o Ministério da Defesa. A cerimônia também contou com a participação de uma brigada haredi do Exército, que realizou sua própria homenagem, mostrando o esforço de integração mesmo em meio a sensibilidades culturais diferentes.
Em um dia de dor e lembrança, os líderes deixaram clara a mensagem: só com união e parceria profunda Israel conseguirá superar os desafios e construir um futuro de esperança.
Publicado em 21/04/2026 05h41
Texto adaptado por IA (Grok) do original. Imagens de bibliotecas de imagens ou origem na legenda.
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