Mulheres em Gaza denunciam abusos sexuais por parte do Hamas em troca de ajuda humanitária

Uma mulher idosa de Gaza disse ao Jusoor News que organizações de caridade em Gaza estão enganando e explorando ”mulheres desesperadas”

#Hamas 

O mundo já ouviu relatos terríveis de homens e mulheres israelenses que sofreram violência sexual enquanto estavam em cativeiro do Hamas

Agora, porém, surgem depoimentos chocantes vindos de dentro da própria Faixa de Gaza, revelando que mulheres palestinas também vivem sob constante ameaça de abuso por parte dos próprios militantes do grupo que governa o território.

Moradoras de Gaza estão começando a quebrar o silêncio, apesar do grande risco que correm. Elas descrevem casos de abuso sexual por múltiplos homens, chantagem para obter comida, dinheiro ou ajuda humanitária, e exploração por pessoas que ocupam posições de poder dentro de organizações ligadas ao Hamas. Isso acontece num momento em que o grupo terrorista tenta reforçar seu controle sobre a população, enquanto a atenção internacional se volta para outros conflitos na região.

Organizações de direitos humanos locais estimam que até 60 mil mulheres estejam em situação de extrema vulnerabilidade. Há ainda um aumento preocupante de casamentos infantis e gravidezes precoces, o que indica o desmonte progressivo da proteção às novas gerações. Um relatório do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) confirma essa tendência: antes da guerra, a taxa de casamentos entre adolescentes havia caído para 11% em 2022, mas agora voltou a subir de forma alarmante. Apenas em quatro meses de 2025, pelo menos 400 meninas de 14 a 16 anos foram registradas como casadas – e especialistas alertam que o número real é muito maior, pois muitos casos não são denunciados.

O Daily Mail obteve depoimentos em vídeo gravados pela Jusoor News dentro da Faixa de Gaza. Em um deles, um homem palestino, que preferiu manter o anonimato por segurança, contou ter encontrado uma viúva desalojada pela guerra sendo molestada dentro de uma tenda por vários membros das Brigadas Qassam, o braço armado do Hamas. “Pedimos ajuda a um comandante, mas ele se aproveitou dela”, relatou. Quando o caso foi levado à liderança, a ordem foi clara: ficar em silêncio. “Eles nos disseram para não falar nada”, disse o homem, indignado.

Outro morador confirmou episódio semelhante com uma vizinha. Uma organização de caridade ligada ao Hamas teria exigido que ela se prostituísse em troca de um pacote de comida, um voucher de ajuda ou apenas 100 shekels (cerca de 25 dólares). Um militante das Brigadas Qassam também admitiu que viúvas de “mártires? estão sendo exploradas na região de Gharabli, em Deir al-Balah. Ao denunciar o fato, ele foi orientado a calar a boca. Revoltado, chegou a derrubar a tenda onde os abusos ocorriam.

O Hamas explora sexualmente os gazenses e silencia aqueles que ousam falar.

Um ex-membro das Brigadas al-Qassam afirma ter denunciado aos líderes do Hamas as agressões cometidas por seus membros contra viúvas de «mártires». Ele teria sido espancado e forçado ao silêncio.

Testemunhos nos chegam de Gaza via @JusoorNews.


Abdullah, jornalista da Jusoor News que gravou os depoimentos e hoje vive escondido com medo de represálias, afirma que os casos são muito comuns. “Em todas as áreas, muitas mulheres são exploradas, especialmente viúvas e divorciadas, que não têm apoio nem renda. A vulnerabilidade delas é aproveitada, e a situação piora a cada dia”, disse ele ao Daily Mail.

Noor, uma mãe divorciada de quatro filhos, também falou por telefone, sussurrando para não ser ouvida. Desalojada pela guerra e sem receber ajuda oficial, ela procurou uma organização islâmica de caridade. Um homem que se apresentava como religioso e respeitável prometeu auxiliá-la. “Ele disse que me apoiaria, chamou-me de bela e pegou meu número”, contou. O que começou como uma conversa aparentemente paternal logo virou assédio. Ele sugeriu uma chamada de vídeo tarde da noite e fez comentários inadequados. Quando Noor o confrontou, ele respondeu: “Você não pode me expor. Eu sou o governo aqui”.

Uma idosa palestina resumiu a situação em depoimento à Jusoor: “Eles enganam as mulheres desesperadas. Oferecem um pouco de açúcar ou um grão de arroz em troca de favores sexuais”. Outra mulher acusou diretamente uma grande organização de caridade de funcionar como uma rede de assédio sexual, abuso psicológico e exploração de jovens.

Criança de Gaza relata abusos pelos cléricos do Hamas

Hamza Howidy, escritor gazano, alerta que os abusos estão piores agora do que durante os piores momentos da guerra. “Muitas vítimas ficam caladas por vergonha e medo das consequências sociais. Não são só viúvas: mulheres solteiras e mães também são forçadas a buscar ajuda para alimentar os filhos e acabam vulneráveis”, explicou. Ele defende que só a independência econômica das mulheres poderá romper esse ciclo.

Enquanto isso, o Hamas continua rejeitando propostas de desarmamento em acordos de cessar-fogo e mantém um controle férreo sobre Gaza, aproveitando-se da miséria causada pela guerra que ele mesmo ajudou a provocar. Os relatos mostram que a exploração não se limita a militantes comuns: vai desde comandantes até funcionários de supostas entidades de caridade.

Esses depoimentos, trazidos à luz com enorme coragem por jornalistas locais que arriscam a vida, revelam uma realidade sombria dentro de Gaza. Mulheres desesperadas por comida e segurança acabam presas numa rede de abuso e silêncio forçado, enquanto o mundo muitas vezes ignora o que acontece além das narrativas oficiais do Hamas.


Publicado em 21/04/2026 07h03


English version


Texto adaptado por IA (Grok) do original. Imagens de bibliotecas de imagens ou origem na legenda.


Artigo original:


{teste}