
Um frágil cessar-fogo no Oriente Médio foi abalado nesta quinta-feira após os Estados Unidos realizarem ataques contra o Irã, o que levou Teerã a responder com um ataque retaliatório contra uma base militar americana
Esse foi o confronto mais grave desde que o acordo de trégua entrou em vigor, em abril, e ameaça complicar os esforços diplomáticos para alcançar uma paz duradoura e reabrir o estratégico Estreito de Ormuz.
Tudo começou quando forças iranianas dispararam contra quatro navios que tentavam atravessar o Estreito de Ormuz sem coordenação com as autoridades de segurança do Irã. A emissora estatal IRIB relatou que os barcos foram alertados, mas ignoraram os avisos. Após tiros de advertência, as embarcações foram obrigadas a recuar. O incidente ocorreu por volta das 00h35 no horário local e destacou o controle que o Irã busca exercer sobre essa importante via marítima, essencial para o transporte global de petróleo e gás.
Em resposta, os Estados Unidos agiram rapidamente. Forças americanas atingiram uma estação de controle terrestre na região portuária sul de Bandar Abbas, no Irã. Um oficial dos EUA, que falou sob condição de anonimato, explicou à agência AFP que os militares também derrubaram quatro drones de ataque iranianos e destruíram a estação antes que um quinto drone pudesse ser lançado. As ações foram descritas como “medidas defensivas e proporcionais”, com o objetivo de proteger as tropas e manter o cessar-fogo. Três explosões foram ouvidas a leste de Bandar Abbas, e as defesas aéreas iranianas foram ativadas.
O Irã não demorou a retaliar. Um porta-voz da Guarda Revolucionária Islâmica afirmou que o país atacou a base americana de onde partiu o bombardeio contra Bandar Abbas. Embora não tenha dado detalhes sobre a localização exata, o Exército do Kuwait – aliado dos EUA – informou que suas defesas aéreas foram acionadas contra ameaças “inimigas”, incluindo mísseis e drones. Explosões foram ouvidas no país, mas resultaram de intercepções bem-sucedidas. O Kuwait já havia sido alvo de ataques iranianos e de milícias xiitas no passado, durante o conflito.
Esse episódio marca a segunda escalada de violência da semana. Na segunda-feira, os EUA já haviam atacado sites de mísseis no sul do Irã e barcos que tentavam plantar minas, também em ações classificadas como defensivas. O líder supremo iraniano, o aiatolá Mojtaba Khamenei, havia feito ameaças veladas após esses incidentes. Agora, pela primeira vez desde o início do cessar-fogo, o Irã respondeu diretamente aos americanos, o que pode aumentar as tensões justamente quando as partes tentam negociar um acordo para suspender o conflito.
O presidente Donald Trump tem afirmado repetidamente que o fim da guerra está próximo, mas reconheceu, em uma reunião de gabinete na quarta-feira, que ainda não está satisfeito com o andamento das conversas. Os Estados Unidos buscam um pacto que impeça o Irã de enriquecer urânio e que permita a remoção de um estoque de material já próximo do nível para armas nucleares. Do outro lado, o Irã exige o descongelamento de seus ativos financeiros bloqueados pelos EUA e o alívio de sanções.
O Estreito de Ormuz se tornou o ponto central das discussões. O Irã efetivamente bloqueou o estreito pouco depois do início dos ataques americanos e israelenses, em fevereiro, o que afetou seriamente os mercados globais de energia. Um acordo em negociação pretende restaurar o tráfego total pela via, que é protegida pelo direito internacional. No entanto, o Irã anunciou a criação de uma autoridade estatal para supervisionar o estreito, o que muitos veem como uma forma de cobrar pedágios. Os EUA reagiram com novas sanções contra essa agência, acusando-a de apoiar a Guarda Revolucionária.
Apesar das trocas de tiros, as negociações continuam por mediação paquistanesa. O Irã também insiste que qualquer acordo de paz deve incluir o Líbano, onde o cessar-fogo de abril não conseguiu parar completamente os combates entre Israel e o Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã. Os preços do petróleo subiram nesta quinta-feira após as notícias dos ataques, revertendo parte da queda do dia anterior, que havia sido motivada pela expectativa de um acordo iminente.
Essa nova onda de violência mostra como o cessar-fogo é instável e como o Estreito de Ormuz continua sendo uma região de alto risco. Enquanto os diplomatas trabalham para evitar uma escalada maior, o mundo observa atento, preocupado com os impactos na economia global e na segurança energética. O equilíbrio entre defesa e diplomacia será decisivo para determinar se a paz poderá ser consolidada ou se o conflito voltará a se intensificar.
Irã dispara contra navios, EUA atacam o Irã e provocam retaliação contra base americana no Kuwait#Irã
— Israel Agora e Sempre?????? (@AgoraIsrael) May 28, 2026
Um frágil cessar-fogo foi abalado nesta quinta após os EUA realizarem ataques contra o Irã, o que levou Teerã a responder com um ataque retaliatóriohttps://t.co/dxuqF9vyrj pic.twitter.com/SPzehldMC2
Publicado em 28/05/2026 12h11
Texto adaptado por IA (Grok) do original. Imagens de bibliotecas de imagens ou origem na legenda.
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